O CIEE-RS (Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul) lançou em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o projeto que levará atendimento médico por telemedicina às escolas municipais.
O Educa+Saúde, já em funcionamento em Porto Alegre, atenderá inicialmente dez escolas municipais de Ensino Fundamental, incluindo unidades em regiões de Canoas atingidas pelas enchentes.
O projeto disponibiliza notebooks em comodato para viabilizar os atendimentos nas instituições conveniadas. O programa possibilita consultas médicas on-line no ambiente escolar, prescrição de medicamentos, e quando necessário, realiza o encaminhamento ao SUS (Sistema Único de Saúde) em casos de maior complexidade.
Para o prefeito de Canoas, Airton Souza, a parceria com o CIEE-RS vai beneficiar a comunidade escolar do município. “Estamos investindo em tecnologia e em soluções que impactam diretamente na qualidade do aprendizado. Esse é só o começo: queremos ampliar o projeto e levar essa experiência para além dos muros da escola”, destacou.
O CEO do CIEE-RS, Lucas Baldisserotto, ressaltou que a expansão do projeto para Canoas reforça o compromisso da instituição com a assistência social e a educação.
“Reconhecemos as dificuldades enfrentadas em contextos de vulnerabilidade social. Garantir que o estudante permaneça na escola em condições de aprender também passa pelo acesso pleno à saúde. Temos orgulho em ampliar um projeto tão importante para nós”, afirmou.
A expectativa é que o projeto ajude a reduzir as filas nas emergências e a oferecer mais segurança às famílias, que não precisarão se ausentar do trabalho para levar os filhos ao médico.
“Agora temos uma rede conectada, em que a Secretaria de Saúde sabe que, se um aluno chega à unidade, é porque a telemedicina fez esse encaminhamento”, afirmou a secretária municipal de Educação, Beth Colombo.
Como funciona
A telemedicina nas escolas funcionará como um suporte imediato para situações de saúde envolvendo os alunos. Em casos de sintomas como febre, alergias, enjoo, dificuldades respiratórias ou acidentes leves, o professor ou a equipe escolar poderá acionar o serviço online, que conecta o médico ao responsável e à escola por videochamada.
O diagnóstico será feito em tempo real sempre que possível, com envio de receitas por e-mail ou WhatsApp. Nos casos mais graves, o médico poderá acionar o SAMU pela própria plataforma e acompanhar o atendimento até a chegada da ambulância. Se houver necessidade de hospitalização, o estudante será encaminhado diretamente, sem triagem, garantindo maior agilidade no cuidado.
A iniciativa também foi celebrada pela comunidade escolar. “Agora, o médico poderá prescrever o tratamento adequado imediatamente. Isso vai evitar idas desnecessárias às UPAs e garantir um atendimento mais rápido e assertivo para os alunos”, avaliou o diretor da EMEF João Paulo I, Oberdan Goulart Pérez.





