Um produtor rural foi morto a tiros durante uma ação da Brigada Militar na zona rural de Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul, na madrugada desta quinta-feira (15).
A operação da Brigada Militar que ocasionou a morte do produtor de 48 anos é complexa e resultado de uma pista errada. O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, explicou que a propriedade rural passou a ser alvo de suspeitas a partir do depoimento de dois criminosos presos em Foz do Iguaçu, no Paraná.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que ainda é precipitado condenar ou absolver a atuação dos policiais militares envolvidos na morte do produtor.
“Não há que se fazer qualquer julgamento precipitado no sentido de condenar quem quer que seja. Não vou sair defendendo uma atuação que ainda está sob análise, nem tampouco condenando. O nosso compromisso, contudo, é inequívoco: solidarizamo-nos com a família e lamentamos profundamente o ocorrido. Objetivamente, houve um erro, ou ao menos um equívoco. De que parte, em que circunstâncias e de que forma isso se deu, tudo isso ainda precisa ser analisado, disse o governador.
Leite garantiu rigor na apuração dos fatos. “Caso se confirme que alguém, em nome do Estado, errou, haverá responsabilização. Da mesma forma, haverá a revisão de procedimentos, processos e da capacitação, com o objetivo de reduzir injustiças e evitar que situações semelhantes se repitam”, completou.




