, ,

Comissão das Ferrovias realiza audiências públicas no RS

As audiências acontecem em nove cidades consideradas estratégicas para a ferrovia.

publicado em

atualizado em

malha ferroviaria
Trilhos de trem na cidade de Marau, na Região Norte do Rio Grande do Sul. Foto: Rosana Klafke/Redação RS

A Comissão Especial, criada na Assembleia Legislativa do Estado para avaliar as Ferrovias Inativas do Rio Grande do Sul, dará início a uma série de audiências públicas.

A programação está prevista, a partir de quarta-feira (18), em nove cidades do Rio Grande do Sul consideradas estratégicas para a reativação de trechos de ferrovias inoperantes.

O presidente da Comissão Especial das Ferrovias, deputado Tiago Cadó, explica que isso ocorre porque o contrato original, firmado na década de 1990, encerra-se em 2027.

O período de quase três décadas, conforme acrescentou Cadó, foi marcado por baixo nível de investimentos e pela diminuição da malha operacional gaúcha: dos 3,8 mil quilômetros existentes em 1996, restam hoje apenas cerca de 880 quilômetros em atividade no território gaúcho, situação agravada pelas enchentes de 2024.

O primeiro encontro será em Santa Maria, na sede da SEDUSFM (Rua André Marques, 665, Centro).

“Estamos falando de algo que é importante não apenas na questão do transporte de cargas, mas também no deslocamento de passageiros. A questão ferroviária é uma alternativa sustentável, tanto para a economia brasileira quanto para a gaúcha”, ressaltou o vice-presidente da Comissão das Ferrovias, deputado Valdeci Oliveira.

A segunda Audiência Pública ocorre na quinta-feira (19), em Rio Grande (na Câmara do Comércio, Praça Xavier Ferreira, 430). Na cidade portuária, o enfoque será nos benefícios econômicos da ferrovia.

Segundo Cadó, a ideia é reunir no mesmo evento a posição da Portos RS sobre o potencial de cargas ferroviárias destinadas ao porto, em contraponto ao alegado déficit operacional recorrente relatado pela concessionária.

As Audiências Públicas

Em Cruz Alta, no dia 23 de fevereiro de 2026, o tema central será a atual origem do corredor ativo, os entroncamentos e os gargalos operacionais na integração logística e portuária.

Já em São Borja, dia 2 de março, e Uruguaiana, 27 de fevereiro, na Fronteira Oeste, o assunto envolve os portos secos desconectados da malha ferroviária, o projeto da Ferrovia do Mercosul e as potencialidades para o comércio internacional.

Em Alegrete, dia 26 de fevereiro, e Itaqui, 28 de fevereiro , o assunto prioritário aborda a indústria orizícola, a produção pecuária, o porto fluvial e o potencial econômico associado à diversificação de modais.

Em Santiago, 4 de março, e São Gabriel, 25 de fevereiro, a questão habitacional e as perspectivas de reativação de modais atualmente inoperantes devem dominar a pauta.

Tópicos