O tradicional Brique da Redenção, em Porto Alegre, será ponto de encontro entre diferentes culturas no próximo domingo (26).
Em celebração ao Mês dos Povos Indígenas, o Projeto Ar, Água e Terra, realizado pelo IECAM (Instituto de Estudos Culturais e Ambientais), promove uma ação aberta ao público que aproxima a população do cotidiano, dos saberes e da produção cultural de comunidades Mbyá Guarani no Rio Grande do Sul.
No Brique da Redenção, a atividade acontece das 10h às 17h e apresenta ao público um recorte das experiências desenvolvidas no projeto, com a instalação de um gazebo para recepção de visitantes, distribuição de materiais informativos e exposição de artesanato produzido nas aldeias Guarani participantes.
No espaço, o público poderá conversar com integrantes do projeto, incluindo representantes indígenas e a equipe técnica do IECAM, e conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido com as comunidades no Rio Grande do Sul.
“A gente se sente bem explicando para alguém que quer saber das coisas, como é que foi feito, como é que foi cortada a madeira no mato, como é que foi feito para buscar a taquara”, disse a Guarani, Alzira, da Teko’a Nhe’engatu (Aldeia das Boas Falas/Palavras), em Viamão.
Mais do que uma ação pontual, o encontro funciona como porta de entrada para um trabalho que ocorre, em grande parte, longe do olhar urbano. Desenvolvido com dez aldeias Guarani, o Projeto Ar, Água e Terra atua na valorização dos saberes tradicionais, na restauração produtiva e na segurança alimentar, no fortalecimento da autonomia das comunidades e na gestão sustentável de seus territórios.
As peças de artesanato expostas no Brique da Redenção carregam mais do que valor cultural: são resultado direto da relação do povo Guarani com a natureza e com as matérias-primas nativas, reunindo conhecimentos transmitidos entre gerações e conectados ao modo de vida nas aldeias.
Para as famílias, elas também representam uma importante fonte de sustento. “A gente leva para vender, e tem dias que vende bem, tem tempo que não vende nada, mas assim mesmo a gente fica feliz, porque com a venda do artesanato a gente trata a família, as crianças, compra coisas boas para as crianças. Então é muito importante para nós”, relatou Alzira.




