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Simulado de deslizamento de terra mobiliza cerca de 450 profissionais em Bento Gonçalves

No contexto do simulado, o deslizamento de terra foi causado por fortes chuvas.

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Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

O governo do Rio Grande do Sul realizou, nesta quarta-feira (6), um exercício simulado de deslizamento de terra no Bairro Zatt, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

“A ação, coordenada pela Defesa Civil Estadual, reuniu cerca de 450 profissionais, com o objetivo de testar, em tempo real, os protocolos de resposta a desastres naturais. Foi a primeira vez que o Rio Grande do Sul promoveu uma mobilização dessa magnitude”, destacou o governo do Estado.

O simulado integrou as ações nas esferas municipal, estadual e federal voltadas ao fortalecimento da prevenção e resposta a desastres, especialmente após a inundação histórica de 2024.

“O simulado reproduziu a realidade, envolvendo desde a emissão de alertas meteorológicos até o resgate de vítimas”, afirmou o governo do Rio Grande do Sul.

Ao longo da atividade em Bento Gonçalves, foram acionados helicópteros, ambulâncias e viaturas, além do uso de cães farejadores e maquinário pesado. Foram empregadas três aeronaves e mais de 100 veículos. Manequins representaram vítimas soterradas, enquanto moradores e figurantes participaram como desaparecidos e feridos, o que exigiu resposta coordenada das equipes.

Cenário

No contexto do simulado, o deslizamento de terra foi causado por fortes chuvas que teriam atingido Bento Gonçalves nos últimos dias, deixando o solo encharcado e propenso a deslizamentos. Durante a manhã, antes da ocorrência da movimentação de massa propriamente dita, houve diversas reuniões preparatórias e a emissão de avisos meteorológicos, inclusive via cell broadcast.

Casas teriam sido atingidas, deixando mortos, feridos e desaparecidos. A operação incluiu a instalação de um Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, a evacuação da área afetada, além da criação de corredores para circulação de ambulâncias e acesso a hospitais. As buscas foram realizadas com cães farejadores e helicópteros. Pessoas foram salvas com a ajuda das aeronaves.

Um abrigo foi montado no Ginásio de Esportes Ivo Chies, no Bairro Zatt, onde pessoas foram acolhidas de forma emergencial. Também foram simuladas situações críticas, como a interrupção de serviços essenciais — energia elétrica, água e telefonia.

A rede hospitalar foi preparada para receber os feridos, e servidores do Instituto-Geral de Perícias e da Polícia Civil atuaram para agilizar a identificação dos corpos, o registro dos boletins de desaparecimento e as diligências necessárias. Em diferentes frentes, equipes simularam problemas típicos de suas áreas de atuação.

De acordo com o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, a iniciativa permitiu avaliar a atuação interinstitucional e apresentou resultado bastante satisfatório.

“Estamos trabalhando, cada vez mais, a nossa preparação. O exercício envolveu várias instituições e atores dos três entes federativos – município, Estado e União. Assim, testamos a nossa capacidade de coordenação”, ressaltou Boeira.

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