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Conheça as 26 marcas de azeite de oliva do RS certificadas com selo premium

Um dos critérios adotados pelo programa é a acidez do azeite.

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Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

O número de marcas de azeite de oliva do Rio Grande do Sul qualificadas com o selo Produtos Premium, Origem e Qualidade RS quase dobrou neste ano, passando de 14 para 26.

A certificação é concedida pelo governo do Estado, por meio da Sict (Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia), em parceria com o Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), a produtos de origem gaúcha submetidos a critérios específicos de qualidade.

A ampliação da lista ocorre em um momento de maior atenção à procedência e às características dos azeites comercializados no Brasil. Para receber o selo, os produtos precisam ter a origem comprovada e passar por análises físico-químicas e avaliação sensorial, que verifica a presença de atributos positivos e a ausência de defeitos.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destaca que a certificação não se limita à análise de um único parâmetro. “Esses azeites foram testados química e fisicamente e também sensorialmente. São azeites sem defeitos e, mais do que isso, têm um padrão de qualidade superior ao extravirgem normal”, afirmou.

Critérios

Um dos critérios adotados pelo programa é a acidez máxima de 0,3%, índice mais restritivo que o limite de 0,8% estabelecido para a classificação de azeite extravirgem convencional.

O parâmetro não representa, por si só, uma diferença perceptível no sabor, mas está relacionado às condições da fruta e aos cuidados adotados durante a colheita, transporte e produção, resultando em um azeite mais estável e rico em polifenóis e anti-oxidantes.

Na avaliação de Obino, o índice estabelecido pelo programa evidencia o trabalho realizado desde a colheita das azeitonas. “O índice mais baixo de acidez mostra todo o cuidado que se teve por um produtor, desde o momento da colheita até a sua rápida transformação em azeite”, explicou.

A certificação também exige a rastreabilidade dos lotes, desde o cultivo das oliveiras até a extração do azeite no lagar. As amostras passam por análises laboratoriais e por avaliação sensorial realizada por provadores treinados, sem identificação da marca ou do produtor (às cegas).

Durante o painel sensorial, os avaliadores verificam características como frutado, amargo e picante e procuram identificar eventuais defeitos. A avaliação segue procedimentos padronizados, com as amostras codificadas para evitar que informações sobre sua origem interfiram no resultado.

O crescimento no número de marcas certificadas também ganha relevância diante das discussões sobre a qualidade dos azeites importados comercializados no país. Para o presidente do Ibraoliva, a identificação dos produtos aprovados pelo programa permite ao consumidor diferenciar os lotes submetidos ao processo de avaliação.

Obino afirma que a certificação oferece uma referência adicional no momento da compra. “Se nós já temos aqui no Brasil essa preocupação de azeites virgens vendidos como extravirgem importados da Europa, esses azeites comercializados com selo têm a garantia de que o lote foi testado. O azeite que está no balcão é o azeite que foi testado sensorialmente e, mais do que isso, tem padrões muito mais elevados”, destacou.

Marcas

Receberam o selo neste ciclo as marcas Alto Bonito, Altos da Bolena, Batalha, Biome Pampa, Cadenza, Candeia, Capela de Santana, Casa Gabriel Rodrigues, Cerro Partido, Don José, Estância das Oliveiras, Fazenda Quintana, Herança do Cerro, Milonga, Nina, Nô, Olivae, Olivas D’Altas, Olivas do Campo, Olivas do Sul, Olivos Serra do Caverá, Quatro Luas, Sol das Olivas, Tenuta do Bosque, Terruá e Torrinhas.

A entrega do selo Produtos Premium será durante a Expointer na terça-feira (1), às 18h, na Casa do Ibraoliva no Parque Assis Brasil.

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