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O que faz um senador? Entenda por que o RS vai eleger dois em 2026 e por que o mandato dura oito anos

Eleitores gaúchos terão dois votos para senador nas Eleições 2026; entenda as funções do cargo, como funciona a escolha.

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Eleicoes Foto Fernando Frazao Agencia Brasil 5 scaled

Nas Eleições 2026, os eleitores do Rio Grande do Sul encontrarão uma situação diferente da eleição geral anterior: será necessário escolher dois candidatos a senador.

Isso acontece porque, neste ano, serão renovados dois terços das 81 cadeiras do Senado Federal. Ao todo, 54 vagas estarão em disputa no país (duas em cada estado e duas no Distrito Federal). Em 2022, apenas uma vaga por unidade da Federação foi disputada.

Mas por que o Senado funciona dessa forma? O que exatamente faz um senador? E por que o mandato é de oito anos enquanto deputados, governadores e presidente têm mandatos de quatro anos?

A equipe de reportagem do Redação RS fez um levantamento sobre todas essas informações para a série especial de matérias das Eleições 2026. Confira a seguir:

O que faz um senador?

O senador é um integrante do Poder Legislativo federal. Junto com a Câmara dos Deputados, o Senado forma o Congresso Nacional.

Há, porém, uma diferença importante na representação: enquanto os deputados federais representam a população e o número de cadeiras de cada estado varia conforme critérios populacionais, os senadores representam os estados e o Distrito Federal.

Por isso, todas as unidades da Federação têm exatamente a mesma representação no Senado: três senadores cada, independentemente do número de habitantes. Com os 26 estados e o Distrito Federal, a Casa possui 81 integrantes.

Entre as atividades dos senadores estão a apresentação, discussão e votação de projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs) e matérias relacionadas ao Orçamento da União.

O Senado também participa da fiscalização dos atos do Poder Executivo.

Quais funções só o Senado pode exercer?

Além das atribuições legislativas compartilhadas com a Câmara dos Deputados, a Constituição estabelece algumas competências exclusivas do Senado.

Entre elas estão:

  • processar e julgar autoridades em crimes de responsabilidade nas hipóteses previstas pela Constituição;
  • analisar previamente indicações para determinados cargos públicos;
  • aprovar indicações para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República, diretoria do Banco Central e chefias de missões diplomáticas, entre outros cargos;
  • autorizar determinadas operações financeiras externas da União, estados, Distrito Federal e municípios;
  • estabelecer limites relacionados ao endividamento público.

Essas atribuições estão previstas principalmente no artigo 52 da Constituição Federal.

Por que vamos votar em dois senadores em 2026?

Porque o Senado não é renovado completamente em uma única eleição.

A Constituição determina que cada estado e o Distrito Federal tenham três senadores e que a representação seja renovada a cada quatro anos, alternadamente:

  • em uma eleição, é renovado um terço do Senado;
  • na eleição seguinte, são renovados dois terços.

Em 2022, estava em disputa uma vaga de senador por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 27 cadeiras.

Agora, em 2026, é a vez da renovação de dois terços. Por isso, cada estado escolherá dois senadores. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa.

A terceira cadeira de cada estado permanece ocupada pelo senador escolhido em 2022, cujo mandato ainda está em andamento.

Então o Rio Grande do Sul terá quantos senadores?

Continuará tendo três senadores, assim como todos os demais estados.

A diferença é que, nas Eleições 2026, duas das três vagas correspondentes a cada estado estarão em disputa.

A terceira não entra nesta eleição porque pertence ao ciclo iniciado após a eleição de 2022.

Esse sistema se repete sucessivamente. Em 2030, será disputada novamente apenas uma cadeira por estado. Em 2034, voltarão a ser duas.

Por que o mandato de senador dura oito anos?

Essa duração está estabelecida diretamente pela Constituição Federal.

O artigo 46 determina que cada estado e o Distrito Federal elejam três senadores, todos com mandato de oito anos. A mesma norma estabelece que a renovação aconteça a cada quatro anos, alternando um terço e dois terços das vagas.

Na prática, essas duas regras funcionam juntas.

Como o mandato dura oito anos, quando uma parte do Senado chega ao fim do mandato, outra parcela da Casa ainda está apenas na metade do período para o qual foi eleita.

Assim, diferentemente da Câmara dos Deputados (onde todas as cadeiras entram em disputa a cada quatro anos), o Senado passa por uma renovação parcial em todas as eleições gerais. O próprio Senado explica que a alternância faz parte do modelo constitucional de renovação parcial da Casa.

Senador pode ser reeleito?

Sim.

A duração de oito anos se refere a cada mandato, e não a um limite máximo de permanência no cargo. A legislação brasileira permite que senadores disputem a reeleição.

Como são eleitos os senadores?

A eleição para o Senado utiliza o sistema majoritário.

Isso significa que, diferentemente das eleições para deputado federal e estadual, não é utilizado o sistema proporcional para distribuir as cadeiras.

Em 2026, como há duas vagas por estado, serão eleitos os dois candidatos ao Senado que obtiverem mais votos válidos em cada unidade da Federação.

Também não existe segundo turno para senador. A eleição utiliza maioria relativa: vencem os candidatos mais votados para o número de vagas disponíveis.

Posso votar duas vezes no mesmo candidato a senador?

Não.

Nas Eleições 2026, a urna apresentará dois momentos diferentes para a escolha de senador:

  1. senador — primeira vaga;
  2. senador — segunda vaga.

Os votos devem ser destinados a candidatos diferentes.

Se o eleitor digitar e confirmar o mesmo candidato nas duas vagas, o segundo voto será considerado nulo.

Por isso, quem pretende levar uma “colinha” em papel deve lembrar de anotar dois números diferentes para senador.

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