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Anvisa aprova vacina contra dengue de dose única do Butantan

Em todo o Rio Grande do Sul já são mais de 41 mil casos confirmados de dengue, com 51 óbitos em 2025.

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vacina dengue
Foto: Jose Felipe Batista/Comunicação Instituto Butantan

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu o aval definitivo para a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan.

O termo de compromisso assinado nesta quarta-feira (26) é a etapa final de um longo período de pesquisas. A Butantan-DV tem eficácia geral de 74,7% e de 91,6% para casos graves, além de imunizar contra os quatro tipos do vírus da dengue.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue nesse ano. Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue – quatro vezes mais do que em 2023.

Conforme o painel de casos do governo do Estado, em todo o Rio Grande do Sul já são mais de 41 mil casos confirmados da doença, com 51 óbitos em 2025. Em Porto Alegre, soma mais de 21 mil casos confirmados e 24 óbitos em decorrência do agravo da doença.

Para a Anvisa, a vacina tem o potencial de mudar o panorama epidemiológico no país, com redução de atendimentos ambulatoriais, hospitalizações e mortes relacionados a dengue.

“É fonte de orgulho para Anvisa avançar com o registro de uma tecnologia desenvolvida e feita no país, pelo Instituto Butantan, uma vacina que vem sendo desenvolvida há algum tempo e teve apoio expressivo do BNDES e do Ministério da Saúde”, ressaltou o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle.

“Hoje é um dia de vitória da vacina, da ciência e da cooperação entre o SUS e as instituições públicas espalhadas pelo país”, comemorou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A vacina Butantan-DV deve ser incluída no PNI (Programa Nacional de Imunização), disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a partir do ano que vem.

O Instituto já tem mais de 1 milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI e tem a capacidade de produzir mais de 30 milhões de doses ainda no primeiro semestre de 2026.

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