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Aprovado repasse para restauração de prédio histórico em Erechim

O prédio histórico fica localizado no Centro de Erechim.

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Foto: Divulgação/MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul comunicou que foi aprovado um repasse para restauração do prédio histórico em Erechim.

“O Conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados aprovou, em sessão extraordinária o projeto apresentado pelo Município de Erechim para a destinação de verba voltada à reforma emergencial do prédio histórico conhecido como Castelinho”, disse o Ministério Público.

A proposta foi analisada após a situação de calamidade registrada em novembro de 2025, quando uma forte chuva de granizo provocou danos estruturais no prédio histórico.

Localizado no Centro de Erechim, o Castelinho é uma edificação em madeira construída entre 1912 e 1915 e inaugurada em 1916 para sediar a Comissão de Terras do Estado do Rio Grande do Sul.

Tombado pelo IPHAE como Patrimônio Público Estadual, o imóvel pertence ao município desde 1988 e se consolida como um dos marcos históricos e culturais da cidade de Erechim.

A verba aprovada visa viabilizar o restauro emergencial para correção dos danos causados pelo granizo, interromper o processo de deterioração e assegurar a proteção do patrimônio histórico e cultural local. “O projeto contempla o valor de R$ 6,6 milhões, que será destinado às ações de recuperação da estrutura”, afirmou o Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Para o promotor de Justiça Fabrício Allegretti, que trabalhou na articulação para a destinação dos recursos, a aprovação do projeto possui uma importância inestimável para o patrimônio cultural e histórico da cidade de Erechim e do Estado.

Allegretti ressaltou que o imóvel é um prédio centenário, repleto de história; local onde os primeiros imigrantes chegavam à Região Norte do Rio Grande do Sul e de onde saíam com seus títulos de terras.

“De tão importante, o Castelinho é símbolo do brasão e da bandeira do município de Erechim. É um grande orgulho inserir o nome do Ministério Público do Rio Grande do Sul neste importante capítulo da preservação da memória do Estado”, destacou.

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