O dia 1º de fevereiro de 2026 marca o início da safra de camarão, período no qual muitas famílias que mantém como herança e tradição a pesca artesanal, garantem emprego e renda em todo o Brasil.
Conforme a Prefeitura de Pelotas, neste ano, a expectativa não é das melhores, visto a instabilidade do tempo. “A comunidade pesqueira é forte no Brasil, em Pelotas não é diferente, são mais de 1.400 pessoas envolvidas na comunidade pesqueira, concentradas na Colônia Z3, Pontal da Barra, Ponte São Gonçalo, Doquinhas, Balsa e Vila da Palha”, destacou.
Em Pelotas, pescadores aguardam que a Lagoa dos Patos traga a maré baixa para que ocorra uma boa temporada. A região registrou alto volume de chuva no mês de janeiro.
Uma boa safra pode ser prevista, segundo o presidente do sindicato dos Pescadores da Colônia Z3, Nilmar Conceição, e acontece quando os pescadores percebem que a água está salgada nos últimos meses do ano, com o tempo seco, a larva do camarão chega mais facilmente à Lagoa dos Patos.
Alto custo
Para a Secretaria de Desenvolvimento Rural e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), outro desafio é o alto custo para manter a atividade, que envolve a manutenção das embarcações, redes de pesca, gelo e alimentação.
“Além disso, o valor pago pelo camarão na beira do rio, muitas vezes é considerado abaixo do preço justo. O produto acaba sendo vendido a preços baixos para atravessadores, enquanto chega ao consumidor final com valor muito superior”, disse a Prefeitura de Pelotas.




