Com celebrações e férias escolares, o verão é associado a atividades ao ar livre, viagens, renovação e bem-estar.
Um dos benefícios do verão é a maior exposição à luz natural, o que contribui para o aumento da serotonina. A substância conecta o cérebro ao corpo e é conhecida como o “hormônio da felicidade” por promover sentimentos de prazer e satisfação, proporcionando mais qualidade de vida.
Mas durante o verão aumenta risco de otite e exige atenção, alerta médica. A otorrinolaringologista Raquel Rodrigues dá algumas recomendações importantes para quem quer aproveitar a estação com segurança e sem contratempos.
“A maioria das pessoas sabe que neste período é importante se hidratar e proteger a pele dos raios solares, mas também é preciso lembrar que os ouvidos são órgãos muito sensíveis, além de cuidar das mucosas do nariz e da garganta”, ressaltou a médica.
“Uma medida essencial é secar muito bem as orelhas após o banho de mar ou de piscina. A água acumulada pode tornar o canal auditivo um ambiente propício para micro-organismos, como bactérias e fungos, que se proliferam causando inflamação ou infecção, as chamadas otites”, alertou a otorrinolaringologista.
Raquel dá algumas dicas para prevenir otite durante o verão:
- incline um pouco a cabeça para o lado, sacudindo suavemente para ajudar a água a sair do ouvido;
- seque com uma toalha macia ou lenço de papel;
- se preferir, utilize um secador no modo frio e em velocidade baixa, mantendo dois palmos de distância;
- não introduza cotonetes ou outros objetos no canal auditivo, pois há risco de machucar ou de empurrar a cera para dentro;
- tampões de ouvido de silicone ou protetores auriculares personalizados podem ser utilizados para evitar a entrada de água;
- outra opção são os secadores de ouvido portáteis, desenvolvidos especificamente para proteger a pele sensível do canal auditivo e o tímpano, que estão disponíveis em compras online internacionais.
A otite pode causar dor ou coceira no ouvido, sensação de que está tampado ou com pressão, saída de secreção e perda temporária da audição. Nos casos mais severos, o paciente pode apresentar febre, tontura e zumbido.
A consulta com o otorrinolaringologista é fundamental para o diagnóstico e o tratamento correto, que poderá incluir analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos ou antifúngicos.
Ventilador e ar-condicionado
Já as pessoas que costumam ter rinite, sinusite ou inflamações de garganta, devem ter cuidado com o uso do ventilador.
“Nunca aponte o equipamento diretamente para o rosto ou corpo, principalmente durante o sono. O ventilador pode ressecar as mucosas do nariz e da garganta, por isso o ideal é que seja direcionado para uma parede ou para cima, fazendo o ar circular indiretamente. Outro cuidado é mantê-lo sempre limpo, a fim de evitar que espalhe ácaros e poeira”, recomendou a médica.
A utilização de ar-condicionado também exige cautela, pois o ar frio e seco pode agravar quadros de irritações nas vias aéreas, tosse e chiados.
“É importante evitar temperaturas muito baixas ou grandes variações de temperatura, assim como garantir a troca periódica do filtro do equipamento”, disse Raquel.
A especialista reforça ainda que o ideal é nunca passar de um ambiente muito frio para outro muito quente, e vice-versa.





