Os rins não possuem capacidade de regeneração. Uma vez que suas unidades funcionais, os néfrons, são danificadas, o prejuízo costuma ser irreversível.
Por isso, a prevenção é a principal estratégia para evitar a falência renal e o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial e diabetes mellitus são fundamentais.
Dados da ABCDT (Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante) apontam que, até dezembro de 2025, mais de 170 mil brasileiros fazem diálise de forma regular devido à Doença Renal Crônica, ante 156 mil no ano anterior.
“A saúde renal começa pela alimentação saudável, mas não se resume apenas à isso. O controle do sódio e do açúcar é importante pois o excesso de sal eleva a pressão arterial, que pode lesar os vasos sanguíneos dos rins pois eles são delicados. Enquanto o açúcar elevado no sangue compromete a capacidade de filtragem do órgão”, explica o nefrologista Pedro Aparecido Dotto Júnior.
Outro perigo muitas vezes ignorado está no armário de remédios. Segundo o especialista, o uso indiscriminado de anti-inflamatórios comuns é uma das principais causas de lesão renal aguda evitável.
“Para cuidar bem do órgão, também é necessário ter atenção à hidratação. Ela não deve ser baseada somente em regras fixas, como a de 2 litros por dia. Essa costuma ser a média de ingestão de água necessária para as pessoas de acordo com o peso, porém, a leitura do próprio corpo é muito importante. A cor da urina é o termômetro mais preciso e a cor amarelo claro ou palha é sinal de saúde”, explicou o nefrologista.
“A melhor forma de cuidado é o monitoramento da saúde dos rins por meio do exame de creatinina no sangue, que mede a taxa de filtração, e um exame de urina comum. Eles são suficientes para detectar a maioria das anomalias antes que se tornem críticas. Manter a pressão sob controle, não fumar e realizar atividades físicas também é importante para garantir que esses filtros continuem funcionando por toda a vida”, concluiu Dotto Júnior.





