O governo do Rio Grande do Sul acendeu o sinal de alerta em relação ao El Niño e reuniu, na última sexta-feira (12), as principais concessionárias de serviços públicos essenciais.
O objetivo do encontro, realizado no Caff (Centro Administrativo Fernando Ferrari), foi blindar o território gaúcho contra os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño nos próximos meses.
A reunião de emergência faz parte de uma ofensiva do Executivo estadual para antecipar riscos. O foco é evitar o colapso de serviços básicos, como fornecimento de luz, água e sinal de internet, caso o estado enfrente novos eventos meteorológicos extremos.
Força-tarefa reúne energia, água e telefonia
Conduzido pelo secretário extraordinário Geral de Governo, Artur Lemos, o encontro colocou frente a frente a Defesa Civil, secretarias de Estado e os presidentes e diretores das maiores empresas que atuam no Rio Grande do Sul. Estiveram presentes representantes da CEEE Equatorial, RGE, CPFL, Corsan, Vivo, TIM e Claro.
“O Rio Grande do Sul está, sem dúvida, mais preparado. Avançamos muito nos últimos anos. Agora, estamos dialogando sobre o que cada ente está fazendo para continuarmos atuando com estratégia e alinhamento”, destacou Lemos.
Durante o alinhamento, a Defesa Civil detalhou as previsões meteorológicas para o trimestre e apresentou a nova estrutura do órgão, que passou por uma reformulação profunda após a catástrofe climática de 2024.
A lição de 2024
O governo gaúcho reforçou que a prioridade agora é a resposta rápida e a integração de dados para proteger os municípios mais vulneráveis durante o risco do El Niño.
De acordo com o subchefe de Proteção e Defesa Civil, coronel Santiago Soares Dias de Castro, o Estado mudou a forma de lidar com a previsão do tempo.
“Desde 2024, o governo vem passando por uma constante preparação para implementar, junto com a sociedade civil, uma nova cultura de gestão integrada de desastres”, afirmou o coronel.
Próximos passos
A estratégia de prevenção ganha um novo capítulo nesta quarta-feira (17). O Estado promoverá um seminário voltado para prefeitos e técnicos dos 70 municípios que integram a Região Metropolitana.
Logo em seguida, serão realizados encontros regionalizados no interior, priorizando as cidades mapeadas tecnicamente como as mais vulneráveis a tempestades, cheias e eventos climáticos extremos.




