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Espetáculo CorpoSamba – Oficena chega a Porto Alegre e Canoas

O espetáculo propõe um encontro entre dança, música ao vivo e público

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Espetaculo CorpoSamba Oficena
Espetáculo CorpoSamba – Oficena. Foto: Mauricio Concatto/Divulgação

O espetáculo CorpoSamba – Oficena, criado em Caxias do Sul, inicia sua circulação pelo Rio Grande do Sul com apresentação em Porto Alegre, no dia 18 de abril 2026, às 17h, no Parque Harmonia.

Além da apresentação na Capital gaúcha, o projeto passará por Canoas, no dia 28 de abril, às 12h30, no calçadão da cidade. CorpoSamba Gratuito e ao ar livre, o espetáculo propõe um encontro entre dança, música ao vivo e público no espaço urbano, em uma experiência que pretende divertir ao mesmo tempo em que desperta diferentes reflexões.

O projeto reúne artistas-pesquisadores de diferentes áreas: Igor Cavalcante Medina, com trajetória ligada ao samba e às danças de salão; Assaury Hiroshi, da dança contemporânea; e Ezequiel Zanoni Duarte (Zeca Duarte), vinculado ao samba e à música popular brasileira. A criação conta ainda com a participação da bailarina Jenifer Bonho e do percussionista Marcelinho Silva.

Com trilha sonora autoral executada ao vivo, CorpoSamba – Oficena parte da ideia de que o corpo também é território de memória, resistência e criação. Ao longo da apresentação, surgem provocações sobre o próprio corpo e sobre corpos frequentemente marginalizados.

Essas questões, porém, aparecem sem rigidez, abrindo espaço para uma relação lúdica com o público, que é convidado a experimentar passos iniciais de samba e a interagir com os bailarinos e integrar-se ao clima de carnaval no qual se encerra o espetáculo.

Mais do que assistir, o público é convidado a vivenciar e construir a cena em tempo real junto aos artistas.

Investigação

Assaury Hiroshi, bailarino, coreógrafo e um dos diretores do espetáculo, afirma que o trabalho dá continuidade a uma investigação sobre o corpo brasileiro e sobre o samba como uma de suas expressões mais genuínas.

A partir de suas pesquisas, Hiroshi, vê o samba como uma manifestação artística marcada por relações sociais, raciais e de gênero que atravessam a história do país e que, por isso, também se estabelece como espaço de resistência, diálogo e transformação social.

Para o diretor, a obra parte de um corpo que se posiciona e que transforma resistência em movimento e movimento em identidade.

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