O aumento dos casos respiratórios no Rio Grande do Sul acende um alerta importante para famílias, escolas e serviços de saúde.
O Estado entrou na categoria de alto risco para SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), conforme boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na última quinta-feira (28), com dados referentes à semana epidemiológica de 17 a 23 de maio de 2026.
Diante do cenário, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta pais e responsáveis a reforçarem medidas de prevenção, manterem a vacinação em dia e observarem sinais de agravamento em crianças com sintomas respiratórios.
A preocupação ocorre em um período de maior circulação de vírus respiratórios, especialmente Influenza A e VSR (Vírus Sincicial Respiratório). Enquanto a Influenza pode causar quadros graves e hospitalizações em diferentes faixas etárias, o VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias em bebês e crianças pequenas.
“Para as famílias, esse cenário precisa acender um alerta, não de pânico, mas de atenção redobrada. Sintomas respiratórios que muitas vezes começam como um resfriado podem evoluir rapidamente em lactentes, crianças menores, prematuros ou pacientes com comorbidades. O momento exige prevenção, vacinação em dia, cuidado com ambientes fechados, higiene das mãos e procura precoce por atendimento quando surgirem sinais de gravidade”, afirmou o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Marcelo Porto.
Sinais
“Os pais e responsáveis devem procurar atendimento médico imediatamente quando a criança apresenta dificuldade para respirar, respiração muito rápida, esforço para respirar com afundamento das costelas, batimento de asa do nariz, gemência, lábios ou extremidades arroxeadas, sonolência excessiva, irritabilidade intensa, recusa alimentar importante, sinais de desidratação, febre persistente ou piora do estado geral. Em bebês pequenos, especialmente menores de seis meses, qualquer alteração respiratória mais intensa deve ser valorizada. A criança pode descompensar com mais rapidez do que o adulto, por isso a avaliação precoce faz diferença”, ressaltou Porto.
Vacinação
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul também chama atenção para a importância da vacinação contra a gripe. Em um contexto de baixa cobertura vacinal, aumenta o número de pessoas suscetíveis à Influenza, o que pode ampliar a circulação do vírus e elevar o risco de internações, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
A baixa cobertura vacinal contra a gripe amplia o número de pessoas suscetíveis à Influenza e favorece a ocorrência de casos graves, internações e óbitos.
“A vacina não impede todos os quadros respiratórios, mas reduz de forma importante o risco de complicações, principalmente nos grupos mais vulneráveis”, destacou a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.
Além da vacinação, a instituição recomenda medidas simples e eficazes, como higienização frequente das mãos, ventilação dos ambientes, evitar levar crianças com sintomas respiratórios para a escola ou creche, reduzir exposição de bebês a locais fechados e aglomerados, manter acompanhamento pediátrico regular e buscar orientação profissional diante de dúvidas sobre evolução dos sintomas.




