O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lamentou neste sábado (21) o feminicídio de Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47 anos, diretora-administrativa da Secretaria do Esporte e Lazer.
O crime foi cometido na madrugada deste sábado em Nova Prata, cidade natal da servidora. Nas redes sociais, além de anunciar ampliação de medidas, o governador qualificou crime como “inaceitável”, “revoltante” e “patologia social”.
“Roseli era servidora dedicada do Estado e tinha uma trajetória consolidada na vida pública. Além de atuar na diretoria-administrativa da Secretaria do Esporte e Lazer, foi vereadora por dois mandatos em Nova Prata, onde era reconhecida pelo trabalho voltado à inclusão de pessoas com deficiência e à defesa dos direitos das mulheres”, destacou o governo do Rio Grande do Sul.
Leite ressaltou que a história da servidora foi “interrompida de forma brutal”, manifestando solidariedade aos familiares e amigos.
Roseli foi encontrada morta dentro de casa. Ela tinha sinais de estrangulamento. O ex-companheiro dela também foi encontrado morto. A mãe de Roseli acionou a Brigada Militar após receber uma mensagem dela no WhatsApp. Uma guarnição foi enviada ao apartamento onde ela morava, encontrando os corpos dentro do imóvel.
Segundo o governador, a vítima e o agressor foram casados por 28 anos, mas, durante esse período, houve apenas um registro formal de ocorrência, ainda em 2017.
Leite admitiu que os esforços atuais ainda não são suficientes para evitar os feminicídios e assegurou a continuidade da ampliação das políticas públicas.
“Não vamos desistir e seguiremos ampliando as medidas para que as mulheres tenham o direito de viver. De viver para serem o que quiserem ser, como quiserem e em paz”, disse o governador.




