O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assinou, nesta quarta-feira (11), o contrato entre o governo do Estado para a implantação de uma planta industrial para produção de hidrogênio verde a partir de energia solar fotovoltaica, no município de Candiota, na região da Campanha.
A assinatura ocorreu no Caff (Centro Administrativo Fernando Ferrari), em Porto Alegre, e integra a estratégia de descarbonização e transição energética do governo do Estado, que busca estimular a inovação, reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer uma economia de baixo carbono no Rio Grande do Sul.
“Damos muito valor ao potencial de Candiota e de toda a região nesse processo de transição justa, que não é ruptura, mas uma migração responsável para um modelo com menos impacto ambiental. Essa transição é uma necessidade ambiental, diante da urgência climática que o mundo vive, mas também é uma grande oportunidade econômica para o nosso Estado. Estamos estruturando uma cadeia robusta, com projetos tecnicamente consistentes e com uso interno do hidrogênio verde, o que fortalece a nossa economia e gera desenvolvimento regional”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul.
Projeto H₂V Candiota
Denominado H₂V Candiota, o projeto tem como objetivo substituir o hidrogênio cinza por hidrogênio verde no processo de arrefecimento industrial da Usina Termelétrica Candiota III, com a implantação de uma planta industrial para a produção de hidrogênio verde a partir de energia solar fotovoltaica, com sistema de armazenamento em hidretos metálicos.
“Com esse projeto da Âmbar, estamos fazendo a nossa parte para uma transição energética justa”, ressaltou o prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador.
Segundo o governo do Rio Grande do Sul, o hidrogênio produzido será utilizado em processos industriais e como vetor energético limpo, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estimular a inovação e o desenvolvimento sustentável na região.
“A produção será realizada por meio de eletrólise, alimentada por uma planta fotovoltaica já existente na usina e por um sistema de armazenamento de energia”, disse o governo do Rio Grande do Sul.
“A estimativa é de uma redução anual de aproximadamente 49.136 kg de CO₂, além de funcionar como um projeto piloto com potencial de escalabilidade para outras indústrias e processos. A planta será implementada em módulos contentorizados, o que facilita a instalação e possibilita replicação em diferentes contextos industriais”, finalizou o governo gaúcho.




