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Intenção de consumo das famílias segue recuperação lenta no RS

Dados foram apontados pela pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias do Rio Grande do Sul.

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20230813 Cesar Lopes Mercado 01
Foto: Cesar Lopes/ PMPA

A pesquisa de ICF-RS (Intenção de Consumo das Famílias do Rio Grande do Sul) registrou um nível de 62,3 pontos na edição de outubro de 2024.

Esse resultado da pesquisa deixou o indicador 0,6% acima da edição anterior e 1,5% abaixo do mesmo período do ano anterior. Em comparação ao pré-tragédia (edição de maio/24 – 63,5 pontos), o indicador segue 1,9% abaixo.

A pesquisa, realizada pela CNC e divulgada pela Fecomércio-RS, ocorre mensalmente, tendo seus dados coletados sempre nos dez últimos dias do mês anterior. No mês de outubro de 2024, dos sete subindicadores do ICF-RS, dois apresentaram queda (Momento para Duráveis e Perspectiva Profissional), dois apresentaram estabilidade (Emprego Atual e Nível de Consumo Atual) e os demais apresentaram alta na margem (Renda Atual, Acesso a Crédito e Perspectiva de Consumo).

A maior alta na comparação com o mês imediatamente anterior foi verificada na Perspectiva de Consumo que aumentou 3,3%, alcançando os 77,1 pontos. Outro indicador que apresentou alta foi o indicador de Acesso a Crédito que aumentou 1,5% , registrando 85,0 pontos.

A maior queda foi verificada em Momento para Duráveis que apresentou redução de 7,6%. O indicador está em 21,8 pontos, e junto com a Perspectiva Profissional, 24,5 pontos, estão nos níveis mais baixos entre os indicadores.

Na comparação interanual, apesar de altas significativas de 9,3% na percepção da Renda Atual, que alcançou 87,2 pontos, e na Perspectiva de Consumo que aumentou 17,3% e alcançou 77,1 pontos, Momento para Duráveis (-26,1%), Perspectiva Profissional (-16,1%) e Acesso a Crédito (10,4%) e Nível de Consumo Atual (-5,0%) apresentaram quedas muito significativas nessa base de comparação.

A conjuntura consegue explicar a dinâmica de alguns indicadores. A situação atual do mercado de trabalho apertado, que acaba por elevar salários, por exemplo, ajuda a explicar a percepção quanto à renda atual. Já a inflação, especialmente de alimentos, reduz a percepção de consumo atual e, a taxa de juros em elevação, reduz a percepção de facilidade a Acesso a Crédito.

“Este é o terceiro mês consecutivo de elevação na margem da intenção de consumo das famílias gaúchas. Depois de uma tragédia como a que vivenciamos é muito bom vermos tudo começar a retornar ao seu lugar. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas estamos na direção correta”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

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