,

Mamografia é fundamental para detecção precoce do câncer de mama

Médica reforça que o exame é essencial para detecção precoce do câncer de mama.

publicado em

atualizado em

Google Favorite nosso conteúdo no Google  
211020 CristineRochol MamografiaHMIPV SMS 012
Exames de mamografia no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Foto: Cristine Rochol/PMPA

O câncer de mama se mantém como o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em praticamente todo o mundo.

No Brasil, a estimativa é de aproximadamente 70 mil novos casos por ano, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

“O desenvolvimento da doença está ligado a fatores de risco que podem ser hormonais (como menarca precoce, menopausa tardia, não ter engravidado ou amamentado) e comportamentais (como obesidade e sedentarismo). O histórico familiar de câncer de mama, ovário ou pâncreas também é um fator de risco importante”, aponta oncologista Erika Simplicio.

A especialista reforça que o exame é essencial para detecção precoce do câncer de mama e tem capacidade de identificar tumores em estágios iniciais, muitas vezes antes que sejam palpáveis. De acordo com o Inca, o câncer de mama tem 95% de chance de cura se detectado precocemente.

O Ministério da Saúde divulgou novas recomendações sobre o diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Uma das principais alterações está na recomendação do exame de mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, antes o órgão tinha como recomendação a idade de 50 anos.

A técnica de enfermagem Elizabete de Souza, 43 anos, vivencia uma jornada contra o carcinoma invasivo mamário, descoberto há apenas cinco meses. Sua história ressalta a importância do autocuidado e do diagnóstico precoce, além de destacar o profundo impacto emocional da doença.

Elizabete descobriu o nódulo através do autoexame em um momento de rotina intensa. Apesar de ter sido previamente avaliado como um nódulo gorduroso, um ultrassom de acompanhamento revelou o crescimento da massa. Em abril, veio a confirmação da biópsia: carcinoma invasivo. Em junho, já havia iniciado o tratamento, que hoje está na 14ª sessão de quimioterapia.

“Foi tudo muito rápido para mim e o meu conhecimento técnico tornou o meu choque maior. Quando você está nos bastidores é uma coisa, mas quando você é um paciente, isso traz um baque e uma sensação diferente”, afirma Elizabete.

Enfrentando medos

Apesar do medo inicial, Elizabete encontrou forças na fé e na crença nos avanços da oncologia. “Comecei a relembrar casos de cura de pacientes que acompanhei e essa fé foi fundamental para não me deixar abalar pelas emoções e pela fragilidade do corpo”, comenta.

Além disso, Elizabete conta que reatou um relacionamento durante esse período de descoberta do diagnóstico. Ela encara sua experiência como uma reforma íntima e usa sua voz para fazer um apelo às mulheres.

“O apoio durante o tratamento tem sido importante, especialmente do meu namorado, que reatou o relacionamento no meio dessa transição. Ele me oferece suporte integral nas dores, náuseas e mal-estar. Por fim, reforço para as mulheres que façam os exames sempre que possível,” afirma.

Elizabete enfatiza que o tratamento é doloroso, mas a possibilidade de ser curada é maior se a doença for detectada no início, antes que se espalhe pelo corpo.

“Apesar de ser uma doença desafiadora, a medicina oferece um leque de opções de tratamento que aumentam as chances de cura. Atualmente, há uma vasta gama de tratamentos possíveis, que são individualizados conforme o estágio da doença e a paciente. O rastreamento através do exame de mamografia para o diagnóstico precoce é um dos maiores aliados no combate ao câncer de mama”, comenta a oncologista.

Elizabete também enfatiza que a luta diária dela é consigo mesma. “Tenho uma plateia torcendo pela minha cura e minha fé é acreditar no que não vejo, mas sinto o coração aquecido. Tenho uma filha que me ajuda todos os dias e tudo isso é o meu combustível para nunca desistir”, finaliza.

Tópicos