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Mercosul e União Europeia assinam acordo e Fiergs aponta vantagens para indústria do RS

Mercosul e União Europeia assinaram acordo em Assunção, no Paraguai.

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Foto: Divulgação/Flickr / Mercosul

Após mais de 25 anos de negociações, autoridades sul-americanas e europeias assinaram, neste sábado (17), no Paraguai, um acordo de livre comércio.

A Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) aponta vantagens para indústria gaúcha com o acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia.

“A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente da Fiergs, Claudio Bier.

Bier entende que o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. “O crescimento econômico será estimulado por meio do aumento das exportações, assim como pela atração novos investimentos estrangeiros, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção estratégica do Brasil nas cadeias globais de valor”, ressaltou.

De acordo com estimativas elaboradas pela Unidade de Estudos Econômicos da Fiergs, projeta-se que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões.

Segundo a Fiergs, no que se refere aos segmentos da Indústria de Transformação, estima-se que os que devem ser mais beneficiados são tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), químicos (US$ 138,3 milhões), couro e calçados (US$ 84,3 milhões), alimentos (US$ 63,8 milhões) e celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

A Fiergs projeta alta de 4,6% do PIB gaúcho em 15 anos e geração de 31 mil empregos com acordo Mercosul-União Europeia.

“Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha”, ressaltou a Fiergs.

Oportunidades e benefícios do acordo

  • Crescimento da economia, comércio e investimentos;
  • Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;
  • Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;
  • Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;
  • Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;
  • Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;
  • Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;
  • Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;
  • Redução das barreiras técnicas e burocracia;
  • Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;
  • Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;
  • Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

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