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Parque Estadual do Camaquã: um tesouro natural na Região Sul do Rio Grande do Sul

O parque ocupa cerca de 10 mil hectares e preserva uma formação geomorfológica rara

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Foto: Divulgação/Parque Estadual do Camaquã

O Rio Grande do Sul tem um tesouro natural na Região Sul do Estado, o Parque Estadual do Camaquã.

Localizado entre os municípios de Camaquã e São Lourenço do Sul, o Parque Estadual do Camaquã é uma Unidade de Conservação administrada pela Sema RS (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul).

Criado há 50 anos, o parque ocupa cerca de 10 mil hectares e preserva uma formação geomorfológica rara: o delta intralagunar do Rio Camaquã, que se forma no contato do rio com a Laguna dos Patos.

“Essa estrutura sedimentar cria ambientes essenciais para a vida, como florestas ripárias, campos, vegetação de restinga, banhados e canais naturais, funcionando como berçários para espécies aquáticas e refúgio para aves, mamíferos, répteis e muitos outros animais”, ressaltou a Sema RS.

Segundo a Sema RS, além de sua relevância ecológica, o parque presta serviços ambientais fundamentais. “Ao proteger áreas úmidas e vegetação ripária, contribui para a regulação hídrica, reduzindo impactos de cheias e garantindo fertilidade para lavouras vizinhas, especialmente as de arroz, principal atividade econômica da região. Ao atuar como barreira contra eventos climáticos extremos, assegura qualidade de vida para comunidades locais”, explicou.

A fiscalização na região do parque é constante, com guardas-parque e o Pelotão Ambiental da Brigada Militar atuando para coibir ilícitos, como caça e pesca predatória.

“O Parque Estadual do Camaquã é muito mais que uma área protegida: é um patrimônio natural, científico e cultural que conecta passado, presente e futuro. Sua preservação garante não apenas a integridade ecológica do Bioma Pampa, mas também benefícios sociais e ambientais para as próximas gerações”, disse a Sema RS.

Valor cultural

O valor cultural da região também é expressivo: parte de sua área sobrepõe-se à Terra Indígena da Pacheca, habitada pela comunidade M’bya Guarani, reforçando a importância da gestão integrada entre áreas protegidas.

A área também foi palco de episódios históricos da Revolução Farroupilha, como a construção dos lanchões usados por Giuseppe Garibaldi na tomada de Laguna (Santa Catarina)

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