O sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre deu um passo definitivo para tentar evitar cenários como o da histórica enchente de 2024.
O Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) concluiu as obras de fechamento definitivo da comporta 9, localizada na avenida Castelo Branco. Segundo a Prefeitura de Porto Alegre, com essa última intervenção, a capital gaúcha consolida uma redução de 70% na extensão das aberturas nos diques da área central.
Para se ter uma ideia da mudança, em 2024 essas passagens somavam 150 metros de extensão. Hoje, o espaço aberto foi reduzido para apenas 45 metros.
“Transformamos um sistema concebido décadas atrás em uma estrutura mais moderna, resiliente e compatível com os desafios climáticos atuais. O fechamento definitivo das comportas dá muito mais segurança à população”, afirmou o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.
De acordo com o diretor, as antigas barreiras móveis foram substituídas por estruturas permanentes de concreto armado com sustentação subterrânea.
Comportas extintas
Ao todo, oito comportas que antes eram consideradas pontos críticos de vulnerabilidade foram totalmente extintas pela Prefeitura de Porto Alegre. São elas:
- Comportas eliminadas: 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14.
- O ponto crítico: A comporta 14 foi apontada como o principal ponto de entrada de água na área central de Porto Alegre durante a enchente de 2024.
Originalmente, essas comportas haviam sido criadas para facilitar o fluxo de veículos e o acesso ao porto da cidade, mas perderam a utilidade logística ao longo das últimas décadas, transformando-se em um risco desnecessário durante as cheias.
O que acontece com as comportas restantes?
Conforme a Prefeitura de Porto Alegre, o projeto de reformulação do sistema de proteção da capital ainda prevê intervenções em outras três estruturas nos próximos dois meses:
- Comportas 11 e 12: Seguem em obras para substituição das barreiras. A comporta 11 já teve metade de sua extensão fechada permanentemente. Já a 12 será totalmente reconstruída com um novo projeto de engenharia, calculado para suportar a forte carga hidrodinâmica exercida pelo rio Jacuí.
- Comporta 4: Principal acesso ao Cais Mauá, a estrutura está na fase final de obras para melhorar a vedação e garantir a mobilidade urbana na região.
Prazos e investimentos
A expectativa do Dmae é que 100% das intervenções nas comportas remanescentes sejam finalizadas no prazo de 45 dias.
Conforme a Prefeitura de Porto Alegre, nos últimos dois anos, o montante investido exclusivamente nas barreiras móveis do sistema de proteção contra cheias da Capital já ultrapassou a marca de R$ 11 milhões.




