Segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a cidade Porto Alegre registrou em 2025 o total de 3.672 casos de violações contra a mulher.
Em todo o estado do Rio Grande do Sul, foram 19.062 casos de violações no ano passado. No comparativo com 2024, o estado teve uma redução de 39,87%, haja vista que no ano anterior o número de casos no RS foi de 31.702.
A capital gaúcha também teve uma redução de 53%, pois em 2024, o número de casos de violações contra a mulher, segundo o painel de dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, foi de 7.913.
Para a professora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Porto Alegre, Patrícia Aparecida Trindade Vargas, este tema engloba toda a esfera social do País e, reflexões sociais sobre o tema contribuem com o propósito de suprimir esse problema.
“Esta é uma pauta que ultrapassa os limites de determinada comunidade e ou Estado (isoladamente) e diz respeito a um crime. Trazer essa temática para o debate social conscientiza não apenas na identificação de condutas reprováveis, mas informa sobre onde e quando se deve denunciar. Além disso, é uma forma para as mulheres apoiarem-se umas às outras”, avalia Patrícia.
Para Patrícia, a violência contra mulheres constitui-se, como informa o Manual de Política Nacional de Enfrentamento À Violência Contra as Mulheres, em uma das principais formas de violação de direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física.
Por fim, a especialista dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda:
- Realizar a chamada ao 190 polícia e conversar como se estivesse realizando pedido de delivery, é uma forma muito útil de pedido de socorro, ao perigo eminente sofrido pela mulher;
- Além disso, qualquer cidadão pode fazer denúncias através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número telefônico 180. As delegacias especializadas não são direcionadas a tratar apenas destes tipos penais, permitindo um socorro de forma mais ampla;
- As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) realizam ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal. Nas unidades, é possível solicitar medidas de proteção de urgência nos casos de violência doméstica contra mulheres. E, as Salas das Margaridas são espaços destinados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, e funcionam nas dependências da Delegacia de Polícia do município.





