Uma força-tarefa contra a praga caruru-gigante vistoriou 182 propriedades rurais em 55 municípios gaúchos.
A mobilização, que contou com cerca de 30 servidores do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), teve foco na região do Alto Uruguai, considerada área prioritária para prevenção da entrada do caruru-gigante no Rio Grande do Sul.
No comunicado desta quinta-feira (23), a Seapi afirmou que a praga ainda não foi registrada em território gaúcho, mas a identificação recente no oeste de Santa Catarina, próximo à divisa com o Estado, acendeu o alerta das autoridades fitossanitárias.
“Classificada como praga quarentenária, a planta daninha apresenta alto potencial de dano às lavouras, com perdas que podem chegar a 79% na produtividade da soja e a 91% no milho, além de elevar custos de produção e dificultar a colheita”, disse a Seapi.
A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Feltes Riffel, afirmou que a fiscalização das espécies de caruru passa a ser uma ação permanente da Seapi. Segundo ela, o objetivo é manter essa vigilância nas demais regiões do Rio Grande do Sul ao longo do tempo.
“É importante que os produtores sejam nossos parceiros, utilizando as ferramentas adequadas de manejo e inspecionando seus cultivos, com comunicação imediata em caso de suspeita, pois o agricultor está diariamente em sua lavoura e tem melhores condições de identificar precocemente a presença de uma espécie diferente”, destacou Deise.
Ocorrências suspeitas em relação a praga devem ser imediatamente comunicadas à Seapi pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br, com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas).




