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Após prisão de médico, AMRIGS divulga nota e cobra apuração rigorosa sobre o caso

O foi médico foi preso por desacato em Novo Hamburgo.

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Foto: Andrea Vasconcelos/Prefeitura de Novo Hamburgo

A AMRIGS (Associação Médica do Rio Grande do Sul) cobra apuração rigorosa sobre ocorrência envolvendo um médico em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

O foi médico foi preso por desacato na UPA do bairro Rio Branco. O caso ocorreu a noite dessa quinta-feira (26), após um agente da Guarda Municipal de Novo Hamburgo ser hostilizado enquanto tentava apartar desentendimentos entre o médico e pacientes que aguardavam no local.

Segundo a Prefeitura de Novo Hamburgo, a Guarda Municipal está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos seus agentes para apurar os fatos.

Após depoimento, o médico, que não teve a identidade divulgada, foi liberado. A AMRIGS divulgou uma nota sobre o caso. Confira abaixo:

Nota na íntegra

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) vem a público manifestar sua perplexidade diante da notícia de um profissional de saúde, médico, sendo conduzido algemado pela Guarda Municipal de Novo Hamburgo.

Considerando a ausência de informações completas sobre as circunstâncias do ocorrido, a entidade ressalta a necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades competentes, tanto em relação aos fatos quanto à forma como se deu a divulgação do episódio registrado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município de Novo Hamburgo.

De acordo com o conteúdo tornado público, a situação teve início durante o atendimento na unidade e evoluiu para a condução do profissional à delegacia. Diante desse cenário, a AMRIGS salienta que episódios dessa natureza não podem se tornar cotidianos, inserindo-se em um contexto mais amplo de situações recorrentes de desrespeito e violência contra médicos.

A instituição considera inaceitável qualquer forma de violência no exercício da Medicina e reforça a necessidade de apuração rigorosa, especialmente em razão do ambiente assistencial em que o caso ocorreu e da ausência, até o momento, de confirmação oficial sobre eventual prática de ilícito.

A AMRIGS segue comprometida com a defesa dos médicos e com a qualidade da assistência prestada à sociedade, acompanhando o caso com atenção e responsabilidade, e considera essencial o pleno esclarecimento dos fatos, com a devida observância dos direitos e das condições adequadas para o exercício da Medicina.

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