O Rio Grande do Sul deu o pontapé inicial para a colheita da erva-mate da safra 2026.
O Estado projeta uma produção de aproximadamente 310 mil toneladas erva-mate, que serão cultivadas em uma área de quase 30 mil hectares. A abertura oficial ocorreu nesta quinta-feira (28), durante a tradicional Festa da Colheita, realizada no município de Machadinho, reunindo produtores, indústrias e lideranças do setor agropecuário.
Atualmente, a cultura da erva-mate é um dos pilares socioeconômicos do meio rural gaúcho, espalhada por mais de 7 mil propriedades em 173 municípios. Dividido em cinco grandes polos ervateiros, o Rio Grande do Sul se consolida como o maior beneficiador do produto no Brasil, abrigando pelo menos 163 indústrias ativas.
A próxima edição da Festa da Colheita, em 2027, será no município de Arvorezinha.
Oportunidades de expansão
O titular da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), Márcio Madalena, destacou que a cadeia da erva-mate vive um novo momento, com o recebimento da primeira indicação geográfica de erva-mate de Machadinho, com oportunidades de expansão e agregação de valor ao produto gaúcho.
“Temos um grande desafio que precisa ser encarado de forma conjunta por todo o setor produtivo: ampliar mercados e diversificar os produtos derivados da erva-mate. Estamos em outro momento e temos potencial de crescimento em mercados do Oriente Médio, da Europa e da Ásia. Isso precisa estar no foco do setor produtivo daqui para frente”, concluiu.
Indicação Geográfica de Machadinho
A região de Machadinho conquistou recentemente a IG (Indicação Geográfica) para a erva-mate, reforçando a qualidade, a identidade e a valorização da produção regional.
O reconhecimento nacional foi oficializado em novembro de 2025 pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), destacando a tradição e as características únicas da erva-mate produzida na região.
A IG abrange dez municípios: Barracão, Cacique Doble, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro e Tupanci do Sul.
“Além de valorizar o produto e fortalecer a identidade regional, a certificação abre oportunidades para novos ciclos de desenvolvimento, agregando valor à produção e beneficiando os produtores e os municípios envolvidos”, destacou a Seapi.




