A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1) no Rio Grande do Sul, conforme Lei Estadual que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data.
Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo. Na Serra Gaúcha, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior.
“A Serra Gaúcha, a região das Hortênsias e especialmente os Campos de Cima da Serra se caracterizam como os maiores produtores de pinhão do Estado. Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão”, destacou a Emater/RS-Ascar.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a previsão para este ano é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região. “A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior”, disse.
A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão.
Regiões
Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal. Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior.
Segundo a Emater/RS-Ascar, município de São Francisco de Paula conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão. Já Muitos Capões e Jaquirana, municípios com 70 e 160 famílias envolvidas na atividade, respectivamente, estimam ambos produção de 120 tonelada, o que representa uma redução de 20% em relação à última safra.
Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado; Bom Jesus, com previsão de colheita de aproximadas 35 toneladas, envolvendo 120 famílias, prevê uma redução na produção de cerca de 30%; já São José dos Ausentes, com uma produção estimada de 30 toneladas e 90 famílias envolvidas, estima uma diminuição de 50% na produção. Em Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria, a atividade também é significativa.
O pinhão tem destaque ainda nos municípios de Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde faz parte da cadeia do turismo. “Devido à natureza predominantemente informal da atividade, não é possível estimar com precisão o número de famílias envolvidas e a quantidade produzida”, disse a Emater/RS-Ascar.
Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. Segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita estimada a partir desta quarta é de 130 toneladas. Na Região Norte, os municípios que se destacam na produção de pinhão são Barracão, Caseiros, Capão Bonito do Sul, Mato Castelhano, Água Santa e Lagoa Vermelha.
Na cidade de Passa Sete, no Vale do Rio Pardo, estão previstas 12 toneladas por pinhão, por 20 famílias produtoras.
“Os demais municípios na região são Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Herveiras e Barros Cassal, com 45 produtores e previsão de 35 toneladas”, afirmou a Emater/RS-Ascar.




