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SBD-RS reforça cuidados com a pele em situações de contato com água-viva 

O contato com água-viva pode provocar dor intensa.

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Foto: Pixabay

Com o início de mais um final de semana de previsão de intenso movimento no Litoral, impulsionado pelo período de Carnaval, a SBD-RS (Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul) reforça o alerta para os cuidados com a pele em situações de contato com água-viva e outros animais marinhos.

Além da grande circulação de pessoas nas praias, a elevação da temperatura da água do mar favorece a maior presença de águas-vivas e caravelas-portuguesas ao longo da costa, ampliando as chances de contato e de queimaduras na pele. Diante desse cenário, atenção e informação são fundamentais para prevenir complicações.

“O contato com água-viva pode provocar dor intensa, edema (inchaço), formação de bolhas, prurido (coceira) e até infecções secundárias, em alguns casos com necessidade de antibióticos. Crianças exigem cuidado especial, pois possuem pele mais sensível o que pode resultar em lesões mais extensas e graves. Áreas amplas atingidas, presença de bolhas, dor intensa persistente ou sintomas como falta de ar são sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediato”, afirmou a vice-presidente da SBD-RS, Cíntia Pessin.

Em casos de contato com água-viva, as orientações corretas de primeiros socorros incluem a aplicação imediata, ainda na praia, de compressas com vinagre ou água do mar gelada, que ajudam a inativar os nematocistos (estruturas responsáveis pela liberação do veneno) e aliviam a dor.

“O uso de água doce deve ser evitado, pois pode ativar esses mecanismos por osmose, agravando a queimadura. Práticas como aplicação de álcool, urina ou refrigerantes tipo cola também não são recomendadas”, ressaltou a SBD-RS.

Para outros animais marinhos, os cuidados variam conforme o tipo de acidente. No caso da caravela-portuguesa, as orientações são semelhantes às das águas-vivas, com um alerta importante: não tocar no animal, mesmo quando estiver aparentemente morto na areia, pois o veneno permanece ativo fora da água.

Para prevenir acidentes com ouriços-do-mar, recomenda-se atenção ao caminhar em áreas rochosas e o uso de sapatilhas de neoprene ou calçados apropriados para água. Em caso de pisada, a orientação é mergulhar a região em água morna com vinagre por cerca de 30 minutos e remover, com cuidado, os espinhos superficiais visíveis.

Já para evitar acidentes com arraias, a principal recomendação é arrastar os pés no fundo ao caminhar em águas rasas, criando vibrações que afastam o animal, além do uso de calçados adequados.

“Caso ocorra o ferimento, a área atingida deve ser mergulhada em água quente ou morna por aproximadamente 60 minutos, medida que ajuda a inativar o veneno e aliviar a dor, seguida de avaliação médica para retirada do ferrão e atualização da vacina antitetânica, se necessária”, disse a SBD-RS.

“Peixes como o escorpião e o peixe-pedra seguem orientações semelhantes às adotadas para ouriços-do-mar e arraias”, completou.

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