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Secretaria da Agricultura testa equipamento de inteligência artificial para monitoramento de insetos

Segundo a Sepai, a armadilha do equipamento de inteligência artificial gera imagens dos insetos capturados.

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Foto: Divulgação/Seapi

A Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação) começou a testar um equipamento de inteligência artificial para monitoramento de insetos em videiras na Serra Gaúcha.

Técnicos do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi finalizaram, na terça-feira (24), a instalação do primeiro equipamento de monitoramento automático de pragas em parreirais de uva em Bento Gonçalves.

“O novo sistema passará por uma fase de testes com duração de seis meses. A iniciativa representa a possibilidade de incorporação da tecnologia de inteligência artificial ao sistema de vigilância fitossanitária do Estado”, disse a Seapi.

Segundo a Seapi, o equipamento se agrega ao sistema de prevenção contra a Lobesia botrana, mariposa que tem a videira como hospedeira. Embora a espécie não esteja presente no Brasil, é classificada como inseto quarentenário com alto potencial de estabelecimento no território nacional.

“Por esse motivo, são adotadas medidas preventivas rigorosas para evitar sua introdução, entre elas o monitoramento contínuo por meio de armadilhas, que funcionam como sistemas de detecção precoce”, ressaltou a Seapi.

Atualmente, 20 armadilhas convencionais estão instaladas em parreirais de 15 municípios do Rio Grande do Sul e são inspecionadas quinzenalmente por técnicos da Seapi, em sua maioria engenheiros agrônomos. Esses profissionais são responsáveis pela substituição das placas adesivas e pela análise do material coletado em busca de insetos suspeitos.

Dados em tempo real

“Com a instalação da nova armadilha, esse processo passa a ser amplamente automatizado. O servidor da Secretaria precisará apenas substituir o feromônio a cada 45 dias, período em que sua capacidade de atração se mantém ativa. O novo equipamento utiliza o mesmo sistema adesivo e o mesmo atrativo do convencional, mas incorpora tecnologia de inteligência artificial para a captura de imagens e a identificação da espécie, com os dados disponibilizados em tempo real por meio de um aplicativo”, explicou a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Departamento de Defesa Vegetal, Deise Riffel.

Segundo a Sepai, a armadilha do equipamento de inteligência artificial gera imagens dos insetos capturados, que são analisadas automaticamente pelo sistema, indicando espécies suspeitas.

“O monitoramento passa a ocorrer de forma contínua, e a frequência de geração das imagens pode ser configurada conforme a necessidade técnica. As imagens e os alertas são enviados para um aplicativo instalado no celular, permitindo a verificação pelos técnicos e a atuação em etapa complementar à análise automatizada”, finalizou a Seapi.

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