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Sindifisco anuncia nova operação padrão no Aeroporto Salgado Filho

Operação padrão de auditores fiscais vai provocar atrasos em voos no Aeroporto Salgado Filho.

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Foto: Juan Link/Divulgação

Em continuidade ao movimento nacional da categoria, o Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) anunciou uma nova operação padrão no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

A ação, que ocorre nesta terça-feira (27), a partir das 20h, deve provocar atrasos de até três horas nos embarques e desembarques de voos internacionais no Aeroporto Salgado Filho.

A operação ocorrerá também em aeroportos de outros seis estados ao longo da semana: Florianópolis (SC), Confins (MG), Galeão (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA), Viracopos (SP).

Essa é a segunda operação realizada nos terminais, a primeira aconteceu no dia 8 de maio, e integra uma mobilização mais ampla, promovida em aeroportos de todo o país.

“Há quase seis meses em mobilização, os Auditores-Fiscais seguem reivindicando a recomposição salarial e a revogação de atos recentes do governo federal que impactam diretamente a remuneração da categoria”, ressaltou o sindicato.

Segundo o Sindifisco Nacional, os servidores receberam reajuste de 9% em 2023, conforme previsto no pacote de aumento do funcionalismo público.

No entanto, as perdas inflacionárias acumuladas desde 2016 já somam 28%. Além disso, os auditores pedem a revogação de dois atos normativos assinados em 30 de abril deste ano, que representam uma redução de 10% no bônus de produtividade da categoria.

“Estamos há quase meio ano pleiteando algo que é direito de qualquer trabalhador, ter sua remuneração reajustada conforme a inflação. Porém, o retorno por parte do governo federal é insuficiente para o que entendemos como razoável”, ressaltou o Auditor-Fiscal Diogo Loureiro, Diretor do Sindifisco Nacional.

“Sabemos os impactos de uma operação padrão, seja para as empresas aéreas ou para os passageiros. No entanto, esperamos que essa medida sensibilize o Ministério de Gestão e Inovação (pasta responsável pela negociação salarial) e o Ministério da Fazenda para que esse impasse seja resolvido o mais brevemente possível”, completou Loureiro.

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