,

Suspeita de Ebola aciona protocolo de emergência no RS; entenda o caso

Apesar de a malária ser o diagnóstico principal até o momento, a suspeita de Ebola não foi descartada.

publicado em

atualizado em

ebola
Foto: Tânia Rêgo/Agencia Brasil

A SES (Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul) confirmou que está investigando um caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola.

O paciente é um homem de 64 anos que retornou recentemente de Uganda, na África Oriental. O paciente recebeu os primeiros atendimentos em uma unidade de saúde no município de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Diante do histórico de viagem e dos sintomas, as autoridades acionaram imediatamente os protocolos nacionais de vigilância e isolamento biológico.

Diagnóstico de malária

Segundo a SES, durante os primeiros exames de urgência, o paciente testou positivo para malária (causada pelo parasita Plasmodium falciparum). O tratamento específico para a doença já foi iniciado.

Apesar de a malária ser o diagnóstico principal até o momento, a suspeita de Ebola não foi descartada. Pelas regras do Ministério da Saúde, o descarte definitivo só acontecerá após o resultado dos exames oficiais, que serão realizados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Transferência e isolamento

Conforme a SES, seguindo os rígidos protocolos de biossegurança, o paciente será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, que é a unidade de referência estadual para casos dessa gravidade.

Caso o resultado dê positivo para Ebola, o homem será transferido novamente, desta vez para um hospital de referência nacional.

Monitoramento

Para garantir a segurança sanitária e evitar riscos de transmissão, o governo do Estado já iniciou as seguintes ações:

  • Mapeamento de contatos: Todas as pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo identificadas e serão monitoradas por 30 dias.
  • Articulação nacional: O caso foi reportado imediatamente ao Ministério da Saúde.
  • Treinamento local: Profissionais das unidades de saúde envolvidas receberam orientações extras sobre controle de infecção e uso de equipamentos de proteção.

Tópicos