O Serviço Geológico do Brasil e a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, apresentaram, nesta quarta-feira (4), o Plano Municipal de Redução de Riscos do município de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo.
Na ocasião, foram divulgados os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico e hidrológico, além de apresentadas as propostas de intervenções para reduzir ou mitigar os riscos existentes.
O mapeamento, realizado pelo Serviço Geológico do Brasil, identificou 146 áreas de risco em Santa Cruz do Sul, das quais seis foram classificadas como grau muito alto, 55 como alto e 85 como médio.
Segundo o levantamento, há aproximadamente 3.026 domicílios nesses setores, onde vivem mais de 12 mil pessoas, o que representa cerca de 9% da população de Santa Cruz do Sul.
“Entre os principais processos geodinâmicos observados estão inundações, deslizamentos de encostas, quedas de blocos de rocha, rastejos, enxurradas e processos erosivos em margem fluvial”, disse o Serviço Geológico do Brasil.
“Esse é um diagnóstico inédito e muito importante para que o município saiba onde estão as áreas de risco, compreenda o nível de risco de cada local e possa planejar, com base em critérios técnicos, as intervenções necessárias para proteger a população. Portanto, esse é um instrumento para apoiar a gestão municipal”, explicou o pesquisador do Serviço Geológico do Brasil Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada.
Áreas de risco de Santa Cruz do Sul
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a Rua Irmão Emílio, no bairro Várzea, concentra o maior número de moradores em áreas com risco de inundação em Santa Cruz do Sul.
São aproximadamente 2,8 mil pessoas expostas. Em seguida, está a Rua Salvador, no bairro Vila Schulz, onde cerca de 716 pessoas vivem em áreas com risco médio de inundação.
Ainda no bairro Várzea, a Praia dos Folgados apresenta risco muito alto de inundação e erosão, com 588 pessoas nas áreas mapeadas. Outros pontos classificados com risco muito alto incluem a Rua João Werlang, no bairro Belvedere, onde 108 pessoas estão expostas a processos de rastejo e deslizamento.
Na localidade de Linha Borges de Medeiros, no distrito de Rio Pardinho, dois setores apresentam risco muito alto de inundação e erosão, com cerca de 60 pessoas expostas.
No Balneário Panke, também em Rio Pardinho, foram identificadas 16 pessoas em área com risco muito alto associado a deslizamentos, inundações e erosão. Já às margens da RSC-287, na altura do km 103, no bairro Renascença, 12 pessoas vivem em área com risco muito alto de deslizamento. Confira aqui a lista completa.
Localidades com risco geológico e hidrológico alto
Várzea, Margarida, Germânia, Santa Vitória, Santuário, Belvedere, Santo Inácio, Rio Pardinho, Renascença, Pedreira, Rauber, Bom Jesus, Dona Carlota, Faxinal Menino Deus, Ana Nery, Sede Municipal, Alto Paredão, São Martinho, Linha Nova, Linha Cerro Alegre Alto, Boa Vista, Arroio Levis Pedroso, Arroio Taquari-Mirim e Zona Industrial II.
Localidades com risco geológico e hidrológico médio
Aliança, Alto Paredão, Ana Nery, Arroio Grande, Belvedere, Castelo Branco, Centro/Sede Municipal, Dona Carlota, Esmeralda, Faxinal Menino Deus, Germânia, Goiás, Higienópolis, Linha Cerro Alegre Baixo, Linha Alto Boa Vista, Linha Nova, Pedreira, Progresso, Rauber, Renascença, Rio Pardinho, Santa Vitória, Santuário, Universitário, Vila Schulz e Várzea.




