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Bacia de Pelotas: Nova frente parlamentar debate exploração de petróleo que pode injetar R$ 6 trilhões no RS

Assembleia Legislativa do RS instalou Frente Parlamentar da Bacia de Pelotas.

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Foto: Claudio Fachel/ALRS

Em cerimônia realizada no Salão Júlio de Castilhos, na tarde desta quarta-feira (17), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou oficialmente a Frente Parlamentar em Apoio à Exploração do Petróleo na Bacia de Pelotas.

A iniciativa é do deputado estadual Halley Lino (PT), que assumiu a presidência do novo colegiado. Além de prefeitos, vereadores e lideranças de diversos municípios da Região Sul do estado, o evento reuniu integrantes do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), do Ministério de Minas e Energia, da Petrobras, de sindicatos de trabalhadores e autoridades acadêmicas.

O objetivo central da frente é iniciar um debate amplo com a sociedade gaúcha sobre as oportunidades socioeconômicas abertas pelo setor na região.

“Após a descoberta de uma jazida estimada em cerca de 15 bilhões de barris, nos deparamos com uma oportunidade histórica e única para o povo, os municípios e o Estado. Por isso, é preciso que a população se aproprie do tema e seja protagonista das mudanças que virão”, declarou Lino.

Impacto financeiro

Segundo dados revelados por Lino, a descoberta representa o maior ativo econômico da história do Rio Grande do Sul, com potencial de movimentar até R$ 6 trilhões ao longo de sua exploração. Desse total, projeta-se um incremento de R$ 180 bilhões na receita dos municípios gaúchos e de R$ 150 bilhões para os cofres do Estado.

O deputado defende que o debate em torno da Bacia de Pelotas deve focar em três desafios estruturais:

  • Financiar a transição energética global;
  • Erradicar as desigualdades regionais;
  • Construir um novo modelo de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul e, especificamente, para a Metade Sul.

“É uma oportunidade para repensarmos o financiamento de áreas essenciais, como saúde, educação, infraestrutura e logística, criando novos modelos de negócios capazes de promover a emancipação econômica do nosso Estado”, assinalou Lino.

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