O retorno do tempo seco e a maior presença do sol permitiram a retomada dos trabalhos de adubação e tratamento de pragas nas lavouras de trigo do Rio Grande do Sul.
Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), as lavouras gaúchas avançam com ritmo diferenciado entre as regiões, somando metade da área cultivada (50%) nas fases finais de desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento.
A projeção oficial aponta para uma área total de 814.220 hectares voltados à cultura na safra 2026, com estimativa de produtividade média de 2.701 kg/ha.
Ao todo, o estado planeja cultivar mais de 814 mil hectares nesta safra de 2026, com uma expectativa de colheita média de 2,7 toneladas por hectare.
Entre as áreas onde a plantação está mais avançada:
- 33% das lavouras estão em fase de floração;
- 16% já estão com os grãos em formação e enchimento;
- 1% começou a entrar na etapa final de maturação.
Sequelas nas lavouras
Embora o sol recente tenha ajudado a secar a terra, a sequência prolongada de dias nublados e chuvosos registrada nas últimas semanas deixou sequelas.
A alta umidade do ar e do solo favoreceu o aparecimento de fungos nas plantas — como ferrugem, oídio e manchas nas folhas —, o que exige atenção reforçada dos produtores para evitar perdas na qualidade da safra.
Região em destaque
A situação varia bastante dependendo da região do Rio Grande do Sul. Em Santa Rosa, na Região Noroeste, por exemplo, as plantações estão bem mais adiantadas do que a média geral: cerca de 45% do trigo já está florindo e 25% encontra-se com os grãos em enchimento.
De acordo com os técnicos da Emater, o tempo ensolarado da última semana acelerou o desenvolvimento das plantas na região. As geadas fracas registradas recentemente na região ocorreram sem intensidade suficiente para provocar estragos expressivos na produção.




