O futuro do transporte ferroviário na Região Sul deu um passo decisivo nesta segunda-feira (21).
O BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) autorizou o início do estudo estratégico para a reformulação da chamada Malha Sul Ampliada. O estudo vai analisar a situação atual das ferrovias e apontar os melhores caminhos para integrar e modernizar o sistema que atende o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Conforme o governo do Rio Grande do Sul, o trabalho será realizado por um consórcio formado por três empresas especializadas em logística e infraestrutura. Embora o prazo total do contrato seja de até dez meses, a equipe técnica pretende entregar ainda este ano um primeiro raio-X com o diagnóstico das ferrovias e os principais cenários da demanda do setor produtivo.
Realizada em parceria com o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), a iniciativa busca unir a força dos quatro estados na construção de propostas para um sistema ferroviário mais forte, ágil e eficiente.
Durante a assinatura do contrato, Palácio Piratini, em Porto Alegre o governador Eduardo Leite destacou que a tomada de decisões será totalmente baseada em dados e critérios técnicos.
“Esses estudos vão reunir informações e análises sobre a infraestrutura, a operação e as perspectivas da Malha Sul, considerando as necessidades dos quatro estados para avaliar diferentes cenários e alternativas para o sistema ferroviário”, afirmou o governador.
Saídas
A ideia é avaliar aspectos técnicos, operacionais, econômicos e regulatórios do setor para encontrar saídas que baixem os custos do transporte e aumentem a competitividade das empresas e produtores rurais da região.
Para o secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, o estudo permitirá construir soluções sob medida. “Poderemos criar alternativas baseadas em evidências técnicas que respeitem as peculiaridades de cada estado, com foco direto na eficiência logística do nosso setor produtivo”, apontou.
Outro ponto crucial do levantamento é a preparação para o futuro modelo de concessão das ferrovias. De acordo com o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, o foco deve estar na conexão direta do interior com os centros exportadores.
“O novo modelo precisa contemplar uma integração real com os nossos portos e com o restante do país, algo alinhado com todas as nossas potencialidades de produção”, destacou Busatto.






