A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva marcou o crescimento da produção e da qualidade dos olivais.
No evento, realizado nesta sexta-feira (17), na sede da Azeite Milonga, na cidade de Triunfo, foi anunciado que a safra deve superar 1 milhão de litros de azeite extravirgem.
O presidente do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), Flávio Obino Filho, destacou em seu discurso que o azeite produzido no Brasil é considerado de alta qualidade, com desempenho comparável ao de países com maior número de premiações.
Segundo ele, o resultado da safra, que no Rio Grande do Sul deve ultrapassar 800 mil litros, está relacionado à combinação de fatores climáticos e à evolução técnica na produção.
“Tivemos uma conjunção aqui no Rio Grande do Sul e no Brasil de fatores climáticos que deram como resultado o que estamos colhendo hoje. Tivemos o maior número de horas de frio dos últimos 20 anos no inverno, uma primavera pouco chuvosa e, agora, um verão equilibrado e sem chuva, dando condições para colher”, afirmou Obino Filho.
O dirigente ressaltou que o crescimento da produção não elimina a necessidade de avanço técnico contínuo, especialmente na ampliação da produtividade. “Não adianta a gente ter o melhor azeite do mundo se não tem azeitona no pé. Vamos para dentro da porteira e apostar em pesquisa, em estudo, entender onde estamos acertando e onde estamos errando”, afirmou.
Protocolo
Durante o evento, foi realizada a assinatura do protocolo de intenções para criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa envolve a UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e o Ibraoliva.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a importância da olivicultura para a diversificação da matriz produtiva e o fortalecimento da economia regional. Ele apontou o crescimento da cultura da oliveira nos últimos anos. “O avanço da atividade demonstra o potencial do Rio Grande do Sul para se consolidar como referência nacional na produção de azeites de alta qualidade”, disse.
Leite também enfatizou o papel da inovação e do investimento em tecnologia para o desenvolvimento do setor, citando ações de apoio técnico aos produtores e ampliação de mercados como fatores para garantir competitividade.
Além do viés econômico, o governador destacou o impacto social da cadeia produtiva. “Temos geração de emprego e renda, especialmente em regiões da metade sul do Estado. O fortalecimento da olivicultura contribui diretamente para a fixação das famílias no campo e para o desenvolvimento sustentável”, concluiu Leite.




