,

Mapeamento do SGB identifica 15 áreas de risco em Marcelino Ramos 

O SGB já realizou mapeamentos de áreas de risco em 133 municípios do Rio Grande do Sul.

publicado em

atualizado em

deslizamento
Foto: Divulgação/SGB

O SGB (Serviço Geológico do Brasil) divulgou, nesta quarta-feira (1) os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico e hidrológico no município de Marcelino Ramos, na Região Norte do Rio Grande do Sul, realizado em novembro de 2025.

O estudo identificou 15 setores com riscos associados a deslizamentos, queda de blocos de rocha, erosão e enxurradas. De acordo com o relatório do SBG, 348 pessoas vivem nas áreas mapeadas em Marcelino Ramos.

“Durante os levantamentos de campo, foram caracterizadas sete áreas de alto risco e oito de muito alto risco geológico. A maior parte dos setores mapeados está na área urbana, enquanto três áreas estão situadas na zona rural do município. Os técnicos avaliaram aspectos como relevo, condições do solo, dinâmica hídrica e padrão de ocupação do território”, disse o SGB.

Segundo o relatório do SBG, os processos mais recorrentes estão relacionados a movimentos de massa, como deslizamentos de terra e queda de rochas, identificados em 13 dos 15 setores mapeados em Marcelino Ramoas. “Em alguns casos, também foi observada erosão do solo, o que intensifica a instabilidade do terreno”, ressaltou o SBG.

O estudo aponta que parte significativa dos eventos foi desencadeada pelas chuvas extremas registradas entre abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul.

Também foram identificados dois setores associados a enxurradas na área rural, onde a proximidade das edificações com o canal do rio Suzana aumenta a probabilidade de recorrência de eventos durante períodos de chuva intensa.

Prevenção e planejamento

Entre as recomendações do SGB, destacam-se a necessidade de planejamento urbano baseado em critérios geotécnicos e ambientais, o controle da ocupação em áreas suscetíveis a deslizamentos e enxurradas, além da adoção de medidas estruturais e não estruturais para redução de riscos.

O relatório reforça a importância da atuação integrada entre Defesa Civil, setores de meio ambiente, obras e planejamento urbano, bem como o envolvimento da população em ações de prevenção e comunicação de risco.

“O mapeamento integra as ações do SGB voltadas à prevenção de desastres geológicos e ao ordenamento territorial, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão e para a proteção das comunidades em áreas vulneráveis”, destacou.

O relatório completo sobre as áreas de risco em Marcelino Ramos pode ser acessado no site do Rigeo SGB.

Mapeamentos

O SGB já realizou mapeamentos de áreas de risco em 133 municípios do Rio Grande do Sul. Esses levantamentos identificaram cerca de 738 mil pessoas em 2,3 mil áreas de risco classificadas como alto e muito alto.

Os cinco municípios com maior número de setores mapeados são: Porto Alegre (145), Caxias do Sul (145), Nova Petrópolis (68), Gramado (68) e Veranópolis (68).

Tópicos