A cidade de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, enfrenta um aumento expressivo na presença do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Dados da Vigilância Ambiental, vinculada à Secretaria Municipal da Saúde, apontam que foram identificados 2.228 focos do inseto desde o início do ano em Caxias do Sul. O número supera os índices registrados nos anos anteriores, quando foram contabilizados 1.501 focos em 2025 e 899 em 2024.
Segundo a Prefeitura de Caxias do Sul, No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta usada para mapear a infestação do mosquito, o município atingiu, pela primeira vez, um patamar que entra dentro dos critérios de infestação de nível médio.
Durante o mapeamento, amostras coletadas em todas as regiões da cidade testaram positivo para a presença de larvas do mosquito, inclusive em áreas onde historicamente não havia registros.
Conforme a prefeitura, os pontos de maior preocupação concentram-se nos bairros Jardim América, Desvio Rizzo, Charqueadas e na Zona Norte, abrangendo as comunidades de Vila Ipê e Belo Horizonte.
A Diretora de Vigilância em Saúde de Caxias do Sul, Magda Telles, analisa a situação. “Se pensarmos que estamos no inverno, época em que deveríamos ter uma relativa tranquilidade, isso nos acende um alerta para o período que está por vir, a sazonalidade da dengue nos meses de verão”, ressaltou Magda.
Até o momento, Caxias do Sul confirma cinco casos de dengue em 2026. Não há registro de óbitos pela doença no município.





