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Expectativa de vida no RS chega a 76 anos, mas distância entre homens e mulheres tem diferença

Publicação apresenta indicadores sobre dinâmica populacional, expectativa de vida e mortalidade no Rio Grande do Sul.

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Foto: Cristine Rochol/PMPA

A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul atingiu a marca de 76,49 anos no triênio mais recente, mas o dado que mais chama a atenção é a velocidade do envelhecimento da população.

Pela primeira vez, os idosos representam uma fatia significativamente maior dos habitantes do que as crianças e adolescentes. Os dados são da Nota Técnica 132, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado. O estudo traça um raio-x completo sobre a dinâmica populacional, expectativa de vida e mortalidade dos gaúchos.

A virada demográfica

O perfil do habitante do Rio Grande do Sul mudou drasticamente em pouco mais de duas décadas. A população total estimada chegou a 11.229.915 pessoas, um crescimento de 9,4% desde o ano 2000 (o que representa cerca de 960 mil novos residentes). No entanto, a composição dessa população mudou completamente:

  • Explosão da terceira idade: O número de pessoas com 60 anos ou mais aumentou em mais de 1,2 milhão desde 2000. Hoje, os idosos já representam 20,6% dos habitantes do Estado.
  • Encolhimento das salas de aula: Por outro lado, o número de jovens com menos de 15 anos encolheu em 676.327 pessoas, passando a representar apenas 17,7% da população.
  • Freio no crescimento: A taxa de crescimento vegetativo (a diferença entre nascimentos e mortes) despencou de 10,6 para apenas 0,9 por mil habitantes, indicando que a população gaúcha caminha para a estabilização ou até mesmo encolhimento nos próximos anos.

Homens e mulheres

Os dados da Nota Técnica 132 destacam a diferença na longevidade entre os sexos, com ampla vantagem para as mulheres. Confira abaixo:

PerfilExpectativa de Vida
Mulheres79,63 anos
Homens73,30 anos
Média Geral (RS)76,49 anos

O que mais mata os gaúchos

O relatório também traz dados consolidados sobre a mortalidade no Estado. Ao todo, foram registrados 101.480 óbitos. O ranking das principais causas de morte revela um forte peso das chamadas doenças crônicas não transmissíveis:

  • Doenças do aparelho circulatório: 24,6% (Principal causa em pessoas com 70 anos ou mais).
  • Neoplasias (Câncer): 21,1% (Principal causa na faixa dos 50 aos 69 anos).
  • Doenças do aparelho respiratório: 12,1%.
  • Causas externas (Acidentes e violência): 8,1% (Principal causa na faixa de 1 a 49 anos).

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