A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul atingiu a marca de 76,49 anos no triênio mais recente, mas o dado que mais chama a atenção é a velocidade do envelhecimento da população.
Pela primeira vez, os idosos representam uma fatia significativamente maior dos habitantes do que as crianças e adolescentes. Os dados são da Nota Técnica 132, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado. O estudo traça um raio-x completo sobre a dinâmica populacional, expectativa de vida e mortalidade dos gaúchos.
A virada demográfica
O perfil do habitante do Rio Grande do Sul mudou drasticamente em pouco mais de duas décadas. A população total estimada chegou a 11.229.915 pessoas, um crescimento de 9,4% desde o ano 2000 (o que representa cerca de 960 mil novos residentes). No entanto, a composição dessa população mudou completamente:
- Explosão da terceira idade: O número de pessoas com 60 anos ou mais aumentou em mais de 1,2 milhão desde 2000. Hoje, os idosos já representam 20,6% dos habitantes do Estado.
- Encolhimento das salas de aula: Por outro lado, o número de jovens com menos de 15 anos encolheu em 676.327 pessoas, passando a representar apenas 17,7% da população.
- Freio no crescimento: A taxa de crescimento vegetativo (a diferença entre nascimentos e mortes) despencou de 10,6 para apenas 0,9 por mil habitantes, indicando que a população gaúcha caminha para a estabilização ou até mesmo encolhimento nos próximos anos.
Homens e mulheres
Os dados da Nota Técnica 132 destacam a diferença na longevidade entre os sexos, com ampla vantagem para as mulheres. Confira abaixo:
| Perfil | Expectativa de Vida |
| Mulheres | 79,63 anos |
| Homens | 73,30 anos |
| Média Geral (RS) | 76,49 anos |
O que mais mata os gaúchos
O relatório também traz dados consolidados sobre a mortalidade no Estado. Ao todo, foram registrados 101.480 óbitos. O ranking das principais causas de morte revela um forte peso das chamadas doenças crônicas não transmissíveis:
- Doenças do aparelho circulatório: 24,6% (Principal causa em pessoas com 70 anos ou mais).
- Neoplasias (Câncer): 21,1% (Principal causa na faixa dos 50 aos 69 anos).
- Doenças do aparelho respiratório: 12,1%.
- Causas externas (Acidentes e violência): 8,1% (Principal causa na faixa de 1 a 49 anos).




