O Rio Grande do Sul encerrou o ano de 2025 como o sétimo principal exportador do Brasil, com US$ 21,5 bilhões em vendas externas e 6,2% de participação no total nacional.
O resultado foi sustentado pelo desempenho do primeiro trimestre, quando as exportações cresceram 12,1%. Os principais grupos da pauta exportadora gaúcha em 2025 foram o complexo soja (US$ 5,0 bilhões), fumo e seus produtos (US$ 3,0 bilhões), carnes (US$ 2,7 bilhões), produtos florestais (US$ 1,2 bilhão), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,2 bilhão) e veículos rodoviários (US$ 1,1 bilhão).
As informações integram o Boletim de Exportações, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à SPGG (Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão). O estudo é de autoria do analista pesquisador em Relações Internacionais do Departamento de Economia e Estatística, Ricardo Leães.
Destinos das exportações
Em 2025, os principais destinos das exportações do Rio Grande do Sul foram a China (22,5%), a União Europeia (12,9%), os Estados Unidos (7,7%) e a Argentina (7,0%), seguidos por Vietnã, Indonésia, Paraguai e Uruguai. Esses oito mercados concentraram 61,4% do valor exportado pelo Estado.
Entre os parceiros comerciais, a Argentina consolidou-se como o quarto principal destino, com vendas de US$ 1,5 bilhão e crescimento de 36,4% em relação a 2024, elevando sua participação na pauta estadual de 5,0% para 7,0%. O desempenho esteve associado à recuperação das importações argentinas a partir do segundo semestre de 2024, com destaque para os embarques de veículos de passageiros, autopeças e máquinas e equipamentos agropecuários.
As exportações para Singapura somaram US$ 350,5 milhões, com alta de 72,6% no ano. Do total exportado ao país, 52,0% corresponderam a óleos combustíveis, refletindo a atuação da Refap (Refinaria Alberto Pasqualini) e a posição de Singapura como polo energético e logístico, além dos embarques de carne de frango.
A Indonésia apresentou crescimento de 167,1%, com acréscimo de US$ 377,1 milhões nas compras de produtos gaúchos, impulsionado principalmente por farelo de soja, fumo não manufaturado e cereais.
No sentido oposto, as maiores retrações absolutas nas exportações do Estado ocorreram nas vendas destinadas à China, à Coreia do Sul e ao Irã.





