Com a coordenação de um médico gaúcho, um projeto que está sendo desenvolvido no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, busca diminuir a taxa de mortalidade de crianças com cardiopatia congênita.
No Brasil, cerca de 1% dos bebês que nascem com vida são registrados com anomalias congênitas no SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos).
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 3% dos recém-nascidos em todo o mundo apresentam algum tipo da anomalia. Entre essas condições, as Cardiopatias Congênitas são o tipo mais frequente de malformação.
O índice de mortalidade dessas malformações é de 50% no primeiro ano e de 80% até aos 5 anos de idade, caso não sejam tratadas. A cirurgia corretiva pode devolver essas crianças à vida normal.
Tendo em vista esse cenário, o Hospital Moinhos de Vento, por solicitação do Ministério da Saúde, dentro do Programa PROADI-SUS, com a participação do coordenador do Núcleo de Cardiopatias Congênitas, Renato Kalil, desenvolve um projeto que busca fortalecer o diagnóstico precoce e antecipar a intervenção, diminuindo assim a taxa de mortalidade infantil.
Alinhando-se à PNAISC (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança) e à Rede Alyne, programa do governo federal que busca reduzir a mortalidade materna e de bebês, o projeto está definido em três eixos principais: 1 – Análise situacional, 2 – Estratégias para fortalecimento do diagnóstico precoce, 3 – Ampliação do diagnóstico precoce e assistência.
De acordo com o médico Kalil, o diagnóstico situacional permitirá compreender melhor as deficiências na assistência e direcionar investimentos e esforços.
“A capacitação dos profissionais da rede é um dos pilares do projeto. Por meio de cursos, oficinas, teleconsultorias e materiais educativos, queremos fortalecer o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças com cardiopatias congênitas. A proposta é criar uma rede colaborativa de apoio e ampliar o acesso ao tratamento em todo o país”, afirma o coordenador do projeto.
O plano de trabalho prevê 26 meses de execução. Ele teve início em 2024 e irá se estender até 2026.





