Pequenos cuidados estão gerando uma verdadeira revolução ambiental no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre.
Uma campanha de coleta e reciclagem de resíduos de cigarro conseguiu retirar de circulação milhares de bitucas que teriam como destino certo a poluição do solo e das águas em Porto Alegre.
Os números impressionam: somente em abril de 2026, foram recolhidas 1.725 bitucas. Segundo o Sesc RS, essa quantidade evitou que aproximadamente 863 litros de água fossem contaminados pelo potencial tóxico do descarte incorreto.
Reciclagem
Desde o início da iniciativa, em janeiro de 2025, o projeto já contabiliza a marca de 24.475 bitucas recolhidas em Porto Alegre, o que representa quase 10 kg de resíduos tóxicos que deixaram de poluir solos, cursos d’água e aterros sanitários.
Mas o grande diferencial está no destino final desse material. Em vez de irem para o lixo comum, os resíduos passam por um processo de reciclagem inovador:
- Os filtros de cigarro são descontaminados.
- O material é transformado em massa celulósica (papel).
- O processo utiliza uma tecnologia 100% nacional, desenvolvida pela UnB (Universidade de Brasília).
Responsabilidade coletiva
A ação integra o ecossistema de gestão sustentável do Sesc e conta com o acompanhamento técnico do biólogo Rene Porciuncula. O especialista reforça que o sucesso do projeto depende diretamente da responsabilidade coletiva.
“Cada bituca descartada corretamente representa menos poluição, mais consciência e mais cuidado com o futuro. A transformação começa em atitudes simples, mas contínuas”, destacou Porciúncula.




