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Produtores prometem protesto em Santa Cruz do Sul após impasse sobre preço do tabaco

Produtores de tabaco denunciam preços baixos e articulam mobilização no Estado.

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Lavoura de fumo. Foto: AS-PTA

Produtores de tabaco do Rio Grande do Sul preparam uma mobilização para a próxima segunda-feira (25), em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, para exigir a valorização da categoria e preços justos na comercialização do produto.

O anúncio do ato ocorre após uma reunião da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, realizada nesta quinta-feira (20), que contou com representantes da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil) e da Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul).

O presidente do colegiado, deputado Zé Nunes, criticou duramente o valor pago pelas empresas — considerado abaixo do custo de produção — e lamentou a ausência do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco) e de suas associadas no debate.

“Não dá para ser uma cadeia produtiva em que uma parte aprisiona a outra. Precisamos caminhar juntos e respeitar quem produz”, afirmou o deputado, cobrando a reavaliação da remuneração dos agricultores.

Queda nos preços assusta o setor

De acordo com a Afubra, o valor atualmente praticado pelo mercado está desalinhado com a realidade do campo. O presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, relatou que houve reuniões com o SindiTabaco para cobrar responsabilidade das empresas, destacando a forte desvalorização, especialmente no tabaco tipo Burley.

“Tem produtores que estão vendendo a menos de R$ 14,00 e outros a mais de R$ 14,00. Então, é muito baixo para quem estava vendendo a R$ 23,00 ou R$ 24,00 o quilo no ano passado. A gente entende a questão do mercado e o tamanho da safra, mas está muito nas mãos da indústria”, observou Silva.

Mobilização

O protesto da próxima segunda-feira está sendo articulado em conjunto com a Fetag-RS.

Segundo a coordenadora da Juventude Rural da federação, Camila Rode, o objetivo principal é sensibilizar as indústrias para uma classificação mais justa do produto entregue.

“Estamos buscando reconhecimento pela classificação do tabaco produzido com qualidade pelas nossas famílias, para que ele possa ser comprado por um preço justo, compatível com o custo de produção”, sustentou Camila.

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