As exportações do Rio Grande do Sul para a União Europeia cresceram US$ 250 milhões entre janeiro e setembro de 2026, dos quais US$ 230 milhões foram registrados a partir de maio, quando entrou em vigor o acordo comercial entre os blocos.
O cenário e as oportunidades para a indústria gaúcha foram debatidos nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre, durante o Conexões Produtivas, iniciativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Em 2025, o estado exportou US$ 21,5 bilhões, dos quais US$ 2,8 bilhões tiveram a União Europeia como destino. Naquele ano, 885 empresas gaúchas exportaram para o bloco europeu.
A diversificação de mercados tem ganhado importância ainda maior diante das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos: segundo levantamento da ApexBrasil, 1.052 empresas do Rio Grande do Sul foram identificadas como afetadas pelas medidas, e dessas, 500 já estão incluídas no plano de diversificação de mercados da Agência.
Durante o evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou o potencial do acordo Mercosul–União Europeia para ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.
“Estamos falando de um mercado de 720 milhões de consumidores. O acordo também abre possibilidades em áreas como compras governamentais e amplia as condições de acesso dos produtos brasileiros à União Europeia. Precisamos transformar essas oportunidades em uma estratégia contínua de expansão comercial, para que nossas empresas conquistem novos mercados e gerem emprego e renda”, afirmou.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que o trabalho de diversificação já está em andamento junto às empresas gaúchas.
“O Rio Grande do Sul tem 3.246 empresas exportadoras e uma pauta em que 76% dos produtos são industrializados. Isso mostra a força da indústria gaúcha e o potencial para ampliar a presença internacional. Nosso trabalho é apoiar as empresas na identificação de novos compradores e na conquista de mercados, reduzindo a dependência de destinos específicos”, destacou Müller.





