O Grêmio enfrenta um paradoxo financeiro: a distância entre o topo da glória e o colapso orçamentário é de apenas alguns pontos na tabela do Campeonato Brasileiro. Na verdade, é a posição final no Campeonato Brasileiro que vai resolver tudo para o clube gremista.
O cenário de Ouro: R$ 110,8 milhões
Se conquistar o título da Copa do Brasil, o Grêmio fatura R$ 78 milhões. O título garante vaga na fase de grupos da Libertadores, somando mais R$ 16,5 milhões.
No entanto, para disputar a Libertadores, a regra exige permanecer na elite do futebol brasileiro. Garantindo ao menos o 16º lugar no Brasileirão — que paga R$ 16,3 milhões —, o faturamento total chega a R$ 110,8 milhões.
O cenário intermediário: R$ 53 milhões
Ficando com o vice da Copa do Brasil 2026 e mantendo-se na Série A (16º lugar), a conta fecha em R$ 53 milhões:
- Vice da Copa do Brasil: R$ 34 milhões
- Segunda fase da Libertadores: R$ 2,7 milhões
- Permanência na Série A: R$ 16,3 milhões
Prejuízo
O maior risco é levantar a taça da Copa do Brasil, mas cair no Campeonato Brasileiro de 2026. Caso seja rebaixado, o Grêmio recebe a premiação da Copa do Brasil, mas perde o direito de disputar a Libertadores.
Além disso, o impacto no ano seguinte será devastador: a cota de TV na Série B é de apenas R$ 15 milhões, gerando uma perda estimada em R$ 150 milhões em arrecadação na temporada seguinte.





