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Entre R$ 110 milhões e o abismo da Série B: Confira o dilema financeiro do Grêmio

Se conquistar o título da Copa do Brasil, o Grêmio fatura R$ 78 milhões.

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Foto: Richard Ducker/Grêmio
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O Grêmio enfrenta um paradoxo financeiro: a distância entre o topo da glória e o colapso orçamentário é de apenas alguns pontos na tabela do Campeonato Brasileiro. Na verdade, é a posição final no Campeonato Brasileiro que vai resolver tudo para o clube gremista.

O cenário de Ouro: R$ 110,8 milhões

Se conquistar o título da Copa do Brasil, o Grêmio fatura R$ 78 milhões. O título garante vaga na fase de grupos da Libertadores, somando mais R$ 16,5 milhões.

No entanto, para disputar a Libertadores, a regra exige permanecer na elite do futebol brasileiro. Garantindo ao menos o 16º lugar no Brasileirão — que paga R$ 16,3 milhões —, o faturamento total chega a R$ 110,8 milhões.

O cenário intermediário: R$ 53 milhões

Ficando com o vice da Copa do Brasil 2026 e mantendo-se na Série A (16º lugar), a conta fecha em R$ 53 milhões:

  • Vice da Copa do Brasil: R$ 34 milhões
  • Segunda fase da Libertadores: R$ 2,7 milhões
  • Permanência na Série A: R$ 16,3 milhões

Prejuízo

O maior risco é levantar a taça da Copa do Brasil, mas cair no Campeonato Brasileiro de 2026. Caso seja rebaixado, o Grêmio recebe a premiação da Copa do Brasil, mas perde o direito de disputar a Libertadores.

Além disso, o impacto no ano seguinte será devastador: a cota de TV na Série B é de apenas R$ 15 milhões, gerando uma perda estimada em R$ 150 milhões em arrecadação na temporada seguinte.

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