Em meio da atuação do El Niño, a abertura da colheita do trigo foi realizada nesta quinta-feira (22) em Cruz Alta e destaca força da triticultura no Rio Grande do Sul.
Representantes do governo do Estado participaram do evento. De acordo com os dados de área plantada de 2026, Cruz Alta ocupa a segunda posição entre os municípios gaúchos com maior área cultivada de trigo, atrás apenas de Palmeira das Missões. A região tem papel relevante na produção do cereal, matéria-prima essencial para a indústria moageira e para a cadeia de alimentos.
O secretário da Seapi (Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), Márcio Madalena, ressaltou a contribuição dos produtores e de toda a cadeia produtiva para o desenvolvimento do Estado.
“Realizar a abertura em Cruz Alta é uma forma de reconhecer a contribuição dos produtores e de toda a cadeia do trigo para a economia do Rio Grande do Sul. É também uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado no campo e de acompanhar as perspectivas da cultura, considerando as condições climáticas e os custos de produção”, afirmou.
Safra e perspectivas de produção
Conforme dados da Emater/RS-Ascar, a área de trigo no Rio Grande do Sul é projetada em 763 mil hectares em 2026, com produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas.
“Embora o volume represente uma redução em relação a 2025, a cultura mantém sua relevância para a economia agrícola gaúcha”, destacou o governo do Estado.
No cenário nacional, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior. A variação reflete principalmente a redução da área semeada e as mudanças na produtividade média.
As condições climáticas seguem entre os fatores acompanhados pelos produtores nesta etapa da safra. No RS, as chuvas frequentes e a baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade também exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos.
Além das condições do clima, os custos de produção, o crédito e os preços de comercialização integram o planejamento dos agricultores para as próximas safras. Nesse contexto, o acompanhamento técnico e a busca por maior eficiência produtiva são importantes para fortalecer a competitividade da triticultura.





