Inverno acende alerta para a saúde dos cães; veja as 5 doenças mais comuns

Assim como nós, os cães também sentem os impactos das mudanças climáticas drásticas.

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Foto: Kelvin OIiveira/Prefeitura de Canoas

A intensificação das frentes frias no inverno no Rio Grande do Sul acende um alerta importante para os responsáveis de cães: as baixas temperaturas podem ser tão desafiadoras para os pets quanto são para os humanos.

De acordo com a veterinária Mariana Silva, o clima frio favorece o surgimento ou o agravamento de algumas doenças nos cães, tornando a prevenção a melhor estratégia de cuidado nesta época do ano.

Assim como nós, os cães também sentem os impactos das mudanças climáticas drásticas. O frio intenso pode comprometer a imunidade do animal, facilitando o aparecimento de quadros respiratórios, enquanto as baixas temperaturas também afetam o sistema osteoarticular.

“Além dos problemas respiratórios e articulares, notamos que, no inverno, há uma falsa sensação de segurança em relação aos parasitas, pois muitos responsáveis ainda acreditam que pulgas e carrapatos só se proliferam no verão. Esse é um mito perigoso. Os parasitas não hibernam, e manter a proteção preventiva do pet durante todos os meses do ano é fundamental”, explicou veterinária.

Para ajudar os responsáveis a redobrarem a atenção, a especialista elencou as cinco doenças e condições mais comuns em cães durante a temporada de frio:

  • Tosse dos Canis (Gripe Canina ou Traqueobronquite Infecciosa): altamente contagiosa, provoca uma tosse seca e persistente. A aglomeração de animais em ambientes fechados para fugir do frio cria o cenário ideal para a sua transmissão.
  • Doenças articulares: animais idosos ou com predisposição a doenças articulares, como a osteoartrite, podem apresentar maior dor e rigidez articular durante períodos de baixas temperaturas, devido a fatores como: aumento da rigidez muscular, alterações no líquido sinovial e redução da atividade física.
  • Dermatites: o uso de água muito quente nos banhos e a secagem inadequada do pelo, comum nos dias em que o sol não aparece, podem remover a proteção natural da pele, causando ressecamento, coceiras e irritações severas.
  • Verminoses: mesmo no frio, ovos e larvas de vermes conseguem sobreviver no meio ambiente, mantendo o risco de infecção contínuo para os cães que passeiam ao ar livre.
  • Infestações por pulgas e carrapatos: ao contrário do senso comum, esses vetores continuam ativos no inverno. Eles podem ser trazidos para o ambiente interno, mais quente e aconchegante, por meio de roupas e sapatos, infestando a casa e colocando a saúde do animal e da família em risco.

Vacinação

Diante do aumento de casos de doenças respiratórias nesta época, Mariana reforça a importância da imunização e da prevenção contínua.

“A gripe canina pode se espalhar rapidamente, especialmente em creches, hotéis e condomínios com alta concentração de animais. Neste inverno de 2026, nossa principal recomendação é que o responsável converse com o seu veterinário de confiança. Além de manter o cuidado antiparasitário em dia, fundamental para conter infestações por pulgas e carrapatos, a vacinação contra a doença é, sem dúvida, uma grande aliada para frear a evolução a quadros mais graves, como a pneumonia, por exemplo”, finalizou a veterinária.

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