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Tradição ganha força nas compras: lojistas registram procura por artigos gauchescos

Tradição movimenta os comércios de Porto Alegre durante a Semana Farroupilha.

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12 Set 2026 Alex Rocha Ambiental Acamp Farroupilha 2026 40
Foto: Alex Rocha/PMPA

A tradição da Semana Farroupilha já está aparecendo nas ruas e nas compras na Capital gaúcha, aponta levantamento do Sindilojas Porto Alegre.

Bombachas, alpargatas, lenços, cuias e outros itens que fazem parte do jeito gaúcho de celebrar o mês de setembro estão despertando mais interesse dos consumidores neste ano.

Entre os lojistas de artigos gauchescos ouvidos pelo Sindilojas Porto Alegre, 89% já perceberam clientes procurando produtos para as festividades, 5,6 pontos a mais que no ano passado.

O movimento também aparece no bolso. Segundo o Sindilojas Porto Alegre, o tíquete médio esperado é de R$ 362,50, alta de 11,5% em relação a 2025. E a percepção sobre as vendas melhorou: 44,4% dos lojistas dizem que o movimento está maior que no ano passado, um avanço de 26,2%.

A bombacha segue como protagonista, citada por 66,7% dos lojistas entre os itens mais vendidos. Já a pilcha infantil foi citada por 33,3% e aparece pela primeira vez no levantamento. O resultado indica que a celebração da cultura gaúcha também está presente entre os mais novos, com as famílias incorporando as crianças às festividades.

Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o comportamento reforça a presença da cultura gaúcha no cotidiano do Rio Grande do Sul.

“A Semana Farroupilha tem essa capacidade de reunir diferentes gerações em torno de uma mesma tradição. A presença da pilcha infantil entre os itens mais procurados mostra que esse costume continua sendo valorizado e transmitido dentro das famílias”, destacou.

Tradição que vai além da pilcha

Depois da bombacha, aparecem alpargatas (44,4%), camisa, polo, lenço, chapéu ou boina (33,3% cada). A lista também revela hábitos que vão além da vestimenta: erva-mate, chás, cuia e bomba foram citadas por 22,2% dos lojistas, mesma proporção do vestido de prenda.

A expectativa é que o movimento continue crescendo até o fim das festividades. Para 66,7% dos comerciantes, as vendas devem aumentar, enquanto 33,3% esperam estabilidade. Nenhum dos entrevistados projeta queda. “

Quando a tradição ganha as ruas, o comércio também sente esse movimento. É uma combinação que valoriza a nossa cultura e movimenta a economia local”, resumiu Piva.

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