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Ministério Público denuncia por tortura duas responsáveis por creche em Alvorada

Segundo o Ministério Público, a tortura contra as crianças aconteceu de forma reiterada.

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Foto: Divulgação/MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou nesta segunda-feira (30) duas responsáveis por uma creche em Alvorada por crimes de tortura praticados contra 34 crianças.

Segundo o Ministério Público, a tortura contra as crianças aconteceu de forma reiterada, ao longo de mais de um ano, na creche, que fica localizada no Bairro Maringá, em Alvorada.

“A denúncia aponta agressões físicas e psicológicas como forma de castigo, administração irregular de medicamentos com efeito sedativo e negligência grave com alimentação e higiene. Também houve denúncia por ameaça contra familiar de uma das vítimas”, disse o Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Conforme a denúncia apresentada pela promotora de Justiça Karen Mallmann à Justiça, uma das denunciadas exercia função de professora de educação infantil e a outra de proprietária, bem como, gestora da escola, valendo-se da relação de guarda e autoridade para submeter as crianças a intenso sofrimento físico e mental.

“Entre as condutas descritas estão agressões, gritos, humilhações, imposição de castigos, confinamento em ambiente escuro e tratamento inadequado, incompatível com o dever de proteção inerente à atividade educacional”, ressaltou o Ministério Público.

Vítimas sedadas

A investigação também apurou que as responsáveis pela creche administravam, de forma reiterada e indevida, medicamentos com efeito sedativo.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, as práticas tinham como objetivo facilitar a rotina de trabalho, colocando em risco a saúde e a integridade das crianças.

“Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público requereu não só o prosseguimento da ação penal até a condenação das rés, mas também a fixação de indenização mínima em favor das vítimas”, informou.

O caso veio à tona em dezembro de 2025, quando mães relataram comportamento estranho dos filhos e procuraram a Polícia Civil. O Ministério Público não divulgou a identidade das responsáveis pela creche.

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